Após duas rodadas, é bastante improvável que alguém achasse que a liderança do Grupo G da Copa do Mundo estaria com outra seleção que não a Bélgica. Parte da graça do futebol, contudo, está justamente nas suas supresas. E quem lidera a chave não são os belgas, mas sim o Egito, que na noite deste domingo venceu, de virada, a Nova Zelândia por 3 a 1 e foi aos quatro pontos.
A julgar o barulho das arquibancadas, a partida válida pelo Grupo G estava sendo disputada em algum campo entre as Pirâmides de Queóps e Quéfren, tamanho o entusiasmo a cada vez que os egípcios tinham a posse de bola, principalmente Mohamed Salah, quase uma entidade para o futebol nacional.
Por tudo isso, nenhum termo se encaixa melhor do que “frustração” para descrever o que se viu no BC Place, em Vancouver, quando, aos 15 minutos de jogo, após cobrança de escanteio, Finn Surman pulou mais alto que a defesa e cabeceou para o gol, colocando a Nova Zelândia em vantagem.
O time da Oceania nunca venceu um jogo em Copas e talvez antes da competição estivesse entre os menos cotados a surpreender no Mundial. Em campo, no entanto, complicou muito mais do que o Egito esperava. Tanto que o gol de empate demorou a sair.
Zico participou de dois gols
Foi só na etapa final, aos 13 minutos, que Zico (nome que homenageia esse mesmo Zico que você está pensando) deixou tudo igual. Em termos de pontuação, no entanto, não era um bom resultado para nenhum dos lados, o que deixou a partida mais aberta na reta final. Então, a qualidade fez diferença. E se você tem um Salah no seu time, a chance de marcar fica maior.
Aos 21 minutos, o atacante egípcio, talvez o nome mais importante para o futebol no mundo árabe, entrou em cena. De atuação tímida até então, Salah tabelou com Zico e chutou no canto, colocando os africanos em vantagem: 2 a 1.
Aos 37 minutos, veio o golpe final na Nova Zelândia, que asseguraria a primeira vitória do Egito em uma Copa do Mundo. Em cobrança de escanteio, Trezeguet, que havia entrado pouco antes, mandou para o gol, selando os 3 a 1
Com os quatro pontos, o Egito praticamente assegura a classificação para a segunda fase, nem que, no pior dos cenários, como terceiro colocado. No entanto, a seleção depende apenas de si para assegurar a liderança. Às 0h do próximo sábado, os egípcios enfrentam o Irã e uma vitória assegura o primeiro lugar da chave. A Nova Zelândia, por sua vez, encara a Bélgica no mesmo dia e horário.
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NOVA ZELÂNDIA 1
Crocombe, Payne (Bindon), Surman, Boxall e Cacace (Randall); Bell e Stamenic; McCowatt (Old), Singh (Thomas) e Just (De Vries); Wood. Técnico: Darren Bazeley.
EGITO 3
Shobeir, Hany, Ibrahim, Fahty (Rabia) e Aboul-Fetouh; Attia e Lasheen; Ziko (Abdelkarim), Salah (Abdelmaguid, depois Abdelmoneim) e Ashour (Zizo); Marmoush (Trezeguet). Técnico: Hossam Hassan.
ÁRBITRO: Omar Mohamed Al Ali (Emirados Árabes Unidos).
LOCAL: BC Place, em Vancouver (Canadá).
GOLS: Surman (NZ); Zico, Salah e Trezeguet (E).