As demais cidades-sede promoverão comemorações de diferentes estilos. Em Curitiba, o Jardim Botânico será iluminado com as cores da bandeira do Brasil. Na sequência dos dias, campeões mundiais como Itália, Argentina, França e Uruguai também serão homenageados.
Em Recife, um contador oficial será instalado em uma das principais avenidas da cidade. A tradicional dança do frevo é a atração na Praça do Arsenal. Em Brasília, a banda Restart e as cantoras Cláudia Leitte e Daniela Mercury se apresentam no estacionamento do estádio Nacional. Em Minas Gerais, Belo Horizonte é outra Capital que terá um cronômetro instalado num de seus principais pontos turísticos, a Praça da Liberdade.
Números do evento
O impacto econômico da Copa do Mundo no Brasil pode alcançar a cifra de R$ 183,2 bilhões, dos quais R$ 47,5 bilhões (26%) são diretos e R$ 135,7 bilhões, indiretos (74%). Além disso, o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) deve chegar a 0,4% ao ano, até 2019. De 2010 a 2014, 700 mil empregos diretos e indiretos serão gerados em função do Mundial.
Os números comprovam a grandeza e o legado que o evento deixará para os brasileiros. Serão inúmeras oportunidades de negócios. Mas a dúvida está na capacidade do país em cumprir os cronogramas, principalmente, das obras de infraestrutura nas cidades-sede. A lisura nos processos de licitação sempre será colocada à prova. O governo federal apresentou recentemente alguns números relativos a obras de mobilidade urbana.
Serão mais de R$ 12 bilhões em recursos públicos investidos em melhorias nas cidades-sede. No entanto, a maioria das obras sequer tem editais de licitações publicados, sendo que o prazo limite é dezembro de 2011. Diante do atraso, o governo já admite afrouxar o prazo. Outra questão preocupante e que já rendeu comentários de membros da Fifa diz respeito aos aeroportos, considerados defasados para um evento do porte da Copa. Muitos não tiveram as obras iniciadas. Restam mil dias para o Brasil ser mostrado ao mundo.