Luis Suárez participou nesta segunda-feira de um evento da Conmebol em Miami, cidade onde a seleção do Uruguai empatou em 2 a 2 com Cabo Verde no domingo. A Celeste decidirá a vaga na próxima sexta-feira, em Guadalajara, contra a Espanha, teoricamente a rival mais forte do Grupo H.
Segundo o jornal Ovación, o atacante do Inter Miami ex-jogador do Grêmio defendeu o técnico Marcelo Bielsa das críticas após o início irregular na Copa. "O treinador tem experiência para saber quais decisões tomar. Se as tomou, é porque pensava que eram acertadas. Com o jornal de segunda-feira é fácil opinar e criticar, porque a crítica é o que mais vende", declarou.
Questionado sobre o tabu de que o Uruguai não vence jogos de Copa do Mundo sem ele em campo desde o Mundial da Itália, em 1990, Suárez minimizou entre risos: "Esperemos que esse tabu se quebre na sexta-feira; é o que mais desejo".
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Para o craque, o cenário de pressão faz parte da identidade uruguaia. "É uma situação limite, mas nós, uruguaios, estamos acostumados. Demonstramos isso em outros Mundiais. Nestes momentos é preciso ter valentia, autocrítica e força grupal. Sentimos impotência por não poder ajudar em campo, e ver meus companheiros devastados me deixa uma sensação agridoce, mas pedi a eles que sejam fortes porque vão dar a volta por cima", afirmou.
Messi, Neymar e o cenário internacional
Suárez comentou o retorno de Neymar à seleção brasileira e sua recuperação para ficar à disposição do técnico Carlo Ancelotti. "Ver a felicidade em todo o Brasil com sua convocação demonstrou a união entre jogadores, comissão técnica e torcida. Agora resta vê-lo feliz dentro de campo ajudando seu País", disse.
Sobre Lionel Messi, artilheiro da Argentina com cinco gols em dois jogos, o atacante foi categórico: "Sobram palavras. Como espectador, é um prazer vê-lo desfrutar do Mundial cercado por pessoas que o apoiam".