"Não podemos nem pensar na próxima fase, precisamos de uma solução para enfrentar a Argélia", acrescentou Löw. Metódico, como é típico dos germânicos, ele salientou que o método de trabalho tem diso o mesmo. "Temos que analisar passo a passo, sem projetar situações hipotéticas. Temos a autoestima preparada para enfrentar esse jogo e se conseguirmos coletar essas forças estamos prontos", definiu.
Ele salientou que não viu surpresa pela classificação da Argélia ao invés da Rússia. "Não vimos os argelinos apenas nesses três jogos. Acompanhamos a fase preparatória, pois era um potencial adversáro", definiu. Löw salientou algumas qualidades dos adversários desta segunda-feira. "Eles têm talento e um poder de lutar. Trabalham com a defesa compacta e usam jogadores potentes no ataque, bons no mano a mano", avaliou.
Copa dos "latinos"
Löw foi questionado sobre a dificuldade de grandes seleções em superar equipes com menos favoritismo, casos de Itália e Inglaterra, eliminadas; e do Brasil e da Holanda, que passaram no limite às quartas de final. Para o treinador, é uma Copa "dos latinos".
"Já disse em outra oportunidade que os sul-americanos e a América Central mostraram que estão prontos para apresentar categoria para disputar o título", analisou. "Estão mais perto de casa e mostrando esse apoio. Até agora, conseguimos lidar com as condições que enfrentamos, mas estamos cientes dessas dificuldades", comentou.
Para Löw, a preparação deve ter a mesma ênfase, independentemente dos rivais. "Fazemos as mesmas coisas, sendo europeu ou de outro continente. Antes das partidas olhamos jogos e estudamos os atletas de forma individual", citou. "Tentamos fazer o necessário para ver como cada atleta funciona de maneira importante no seu time. Falamos com atletas que os conhecem e definimos relatórios", detalhou.