Copa do Mundo

The New York Times lista os favoritos ao título da Copa e cita Brasil como possível decepção

Especialistas do jornal norte-americano listaram ainda possíveis craques e artilheiros do Mundial

Casemiro  é nome certo no time titular de Carlo Ancelotti
Casemiro é nome certo no time titular de Carlo Ancelotti Foto : Rafael Ribeiro / CBF / CP

Houve um tempo em que bastava surgir o uniforme verde e amarelo em campo para se estabelecer a Seleção Brasileira como favorita. Aparentemente, esse tempo ficou para trás. Seja pelo longo hiato em títulos de Copas do Mundo – o último foi em 2002 –, seja pela ausência de craques do nível de um Ronaldo, ou Romário (um Pelé nem se fala porque não virá outro), o fato é que o Brasil não parece empolgar em termo de títulos fora dos limites brasileiros. Uma longa reportagem publicada hoje pelo The Athletic, o braço esportivo do jornal The New York Times avalia os prováveis candidatos ao título. No total, 11 especialistas deram suas previsões. E nenhum citou a Seleção Brasileira.

Questionados sobre quem deve ficar com a taça no dia 19 de julho, data da final, os jornalistas se dividiram basicamente entre duas seleções. A França foi apontada por cinco e a Espanha por outros quatro – Inglaterra e Portugal completaram a lista. “A França tem o elenco mais forte. Eles ainda também têm jogadores e um treinador que venceram a Copa do Mundo em 2018, e outros que chegaram dolorosamente perto de mantê-la em 2022”, afirma Oliver Kay, que vai para a cobertura de seu sexto Mundial.

Rayan pode ser uma das revelações

Já quando o tema passa a ser possíveis decepções nesta Copa do Mundo, aí surge a Seleção Brasileira. Não é a mais lembrada, posto que ficou com a Argentina, mas chega perto. “As Copas do Mundo são mais mágicas quando o Brasil parece brilhante, mas este pode ser o primeiro torneio em que eles não estão entre os favoritos. Os pentacampeões cortejaram Ancelotti por muito tempo, mas ele não pode consertar tudo num passe de mágica. O Brasil vai ficar bem, mas é improvável que faça uma campanha profunda no torneio. Anseio pelo dia em que eles sejam brilhantes novamente”, observa a jornalista Melanie Anzidei. Já para o colega Henry Bushnell, só o que impede o voto do Brasil como possível decepção é o técnico Carlo Ancelotti.

Mesmo sem figurar entre os mais cotados ao título, a Seleção Brasileira ainda parece apontar bons ventos para o futuro. No tópico sobre possíveis revelações entre os jogadores, entre nomes como Mora (México), Nusa (Noruega) e Nico Paz (Argentina), o jornalista Jack Lang apostou em Rayan:

“Ele provavelmente não estaria na Seleção do Brasil se Estêvão, de 19 anos, do Chelsea, não tivesse sofrido uma lesão, mas há todas as chances de ele aproveitar a oportunidade. Ele também tem apenas 19 anos, mas é rápido, físico, direto e claramente muito confiante. Ele pode não estar no 11 de Ancelotti contra o Marrocos no sábado, mas não se surpreenda ao vê-lo cavar seu espaço no time até a fase de mata-mata”.

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