Copa do Mundo

Thiago Silva ignora críticas sobre choro: “Não tenho nada engasgado”

Capitão foi defendido pelo técnico Luiz Felipe Scolari nesta quinta

Thiago Silva afirmou que não se importa com críticas por choro
Thiago Silva afirmou que não se importa com críticas por choro Foto : Jefferson Bernardes / Vipcomm / CP
Ao lado de Luiz Felipe Scolari, o capitão da Seleção Brasileira, Thiago Silva, esteve no Castelão na tarde desta quinta-feira. Após quase uma semana em que foi criticado das mais diversas maneiras por causa de seu comportamento antes da disputa de pênaltis com o Chile, o zagueiro alegou não ter dado muito importância. Chorando, Thiago sentou numa bola e não falou aos jogadores na roda que antecedeu as cobranças.

“Não tenho nada engasgado, pelo contrário. Não escutei muitas coisas, mas é mais natural esse tipo de pressão, comentário. Não vai me ajudar em nada, em termos psicológicos estamos bem. Quando a gente se entrega pelo que a gente ama, o que tive foi descarregar. A pressão foi grande para ganhar, eu me entrego de corpo e alma. Não tem como não se emocionar. Mas a equipe está tranquila nesse aspecto”, afirmou o zagueiro.

“Quando essas coisas são ditas, você tem de olhar para o lado (apontando a Felipão). O meu comandante em nenhum momento questionou minha atitude. Ninguém me conhece, não sabemos como eu sou. O Marin me ligou, almoçou com a gente, falou para eu estar tranquilo. Tenho caráter, sou emotivo, me emociono. É a coisa mais natural. Vejo por outro lado, isso não me atrapalha em nenhum momento no campo. As pessoas falam algumas bobagens. Eu já corri riscos de vida, sou campeão dentro e fora de campo. Tenho o respeito de todos. Não é generalizar, a imprensa é dividida nisso. A gente precisa de apoio, nada negativo vai entrar para nos puxar para baixo”, completou.

Felipão chegou a interromper Thiago e lembrou de um episódio na Eurocopa de 2004, com Portugal, quando seu capitão Luis Figo não assistiu às penalidades contra a Inglaterra. “Quero relatar experiência que eu vivi. Todos aqui já ouviram falar de um senhor maravilhoso, Luis Figo. No Euro de 2004, contra a Inglaterra, eu o tirei aos 22 do segundo tempo, coloquei Postiga. Empatamos. Figo ficou no vestiário. Houve pênaltis. O Figo ficou em frente à Nossa Senhora de Fátima rezando. Cada um tem uma atitude. Um ajoelha, outra beija santa, como eu, poderíamos respeitar individualidades. Isso não faz o time melhorar ou piorar. Com o Figo, ficou impressão que ele estava chateado. Não era isso”, disse Scolari.

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