Copa do Mundo

Titularidade na estreia da Copa não garante lugar na Seleção

Por lesões ou motivos técnicos, treinadores do Brasil mudaram escalação durante os Mundiais dos últimos 20 anos

Dunga já tem na cabeça quem deve atuar contra a Coreia do Norte
Dunga já tem na cabeça quem deve atuar contra a Coreia do Norte Foto : Fabrice Coffrini/AFP
A poucos dias da estreia da Copa do Mundo da África, a Seleção Brasileira já está escalada para entrar em campo diante da Coreia do Norte na próxima terça. Salvo imprevisto, o técnico Dunga pretende manter os 11 titulares dos últimos amistosos. E em entrevistas coletivas na África do Sul, o treinador afirmou que dificilmente mudará essa posição ao longo da competição. A postura contrasta com o histórico do Brasil nos últimos Mundiais. Desde 1990, a equipe da primeira partida nunca foi repetida no último jogo da competição. 

Na Copa da Itália, Sebastião Lazaroni inovou no comando da Seleção ao apresentar uma equipe que jogava no sistema 3-5-2. Da estreia contra a Suécia até a derrota contra a Argentina, a equipe mudou um nome apenas. No primeiro jogo, o trio de zagueiros era formado por Mauro Galvão, Mozer e Ricardo Gomes. No terceiro, contra a Escócia, Ricardo Rocha entrou na vaga do ex-zagueiro do Flamengo e permaneceu para o confronto contra a Argentina. A Seleção que perdeu para equipe de Maradona e Cannigia entreou em campo em Turim com: Taffarel, Mauro Galvão, Ricardo Gomes e Ricardo Rocha; Jorginho, Alemão, Dunga, Valdo e Branco; Careca e Muller.

Parreira mudou a equipe em três posições nos EUA

Em 1994, Carlos Alberto Parreira levou a Seleção Brasileira à Copa dos Estados Unidos sob muita contestação. Do jogo contra a Rússia até a final contra a Itália, o treinador mudou em três posições. O zagueiro Ricardo Rocha se lesionou na estreia e deu lugar a Aldair. O meia Raí perdeu a vaga por questões técnicas e foi substituído por Mazinho. Já Leonardo foi expulso na partida contra a seleção norte-americana nas oitavas e acabou suspenso da competição. O lateral-esquerdo Branco entrou no time e permaneceu até a final. Na time que conquistou o tetra, Parreira tinha Taffarel, Jorginho, Márcio Santos, Aldair e Leonardo; Dunga, Mauro Silva, Raí e Zinho; Bebeto e Romário.

Durante a Copa de 1998, Zagallo manteve praticamente a mesma escalação que venceu a Escócia na estreia e depois foi goleada pela França na final da Copa do Mundo. A diferença está na ausência do meia Giovani na partida decisiva em Saint Denis. Ele foi substituído por Leonardo já no segundo jogo da Copa, com a ideia de conceder maior poder de marcação para a Seleção Brasileira. Na derrota para a França, o time brasileiro teve: Taffarel, Cafu, Aldair e Junior Baiano e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Leonardo e Rivaldo; Ronaldo e Bebeto.

Na era Luiz Felipe Scolari, o esquema 3-5-2 retornou. Em 2002, os alas eram Cafu e Roberto Carlos. Os três zagueiros eram Lúcio, Roque Júnior e Edmílson. A parte ofensiva ficou a cargo de Ronaldo e Rivaldo, que eram municiados por Ronaldinho Gaúcho e Juninho Paulista. A partir das quartas de final, contra Inglaterra, Kleberson entrou na equipe no lugar de Juninho e não saiu mais. Inclusive, foi um dos destaques na decisão contra a Alemanha.

Brasil abandonou o quadrado mágico contra a França

Na campanha na Copa de 2006, Carlos Alberto Parreira regressou à casamata da Seleção. O treinador apostava todas as fichas no quadrado mágico, formado por Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano. Mas o time nunca passou a confiança necessária para a torcida. O Brasil estreou contra a Croácia na seguinte escalação: Dida, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Émerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho; Ronaldo e Adriano.

Na derrota contra a França, Parreira  fez duas alterações. Colocou Gilberto Silva no lugar de Émerson, e Juninho Pernambucano no de Adriano. Com isso, adiantou Ronaldinho para fazer dupla com o xará Ronaldo. O Brasil entrou em campo com: Dida, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Zé Roberto, Kaká e Juninho Pernambucano, Ronaldinho e Ronaldo.

Confira a tabela de jogos da Copa e muito mais no infográfico abaixo: