Mesmo expulso, o atacante Luis Suárez foi o herói da partida. Em um gesto desesperado, salvou o Uruguai. No último segundo da prorrogação, colocou a mão na bola que estava sobre a linha, evitou um gol, cometeu pênalti e foi expulso. Quando tudo parecia perdido, Gyan errou a cobrança e a partida foi para a decisão por penalidades máximas. Foi a vez de Muslera brilhar, com duas defesas. Loco Abreu acertou a últiam cobrança e fez 4 a 2.
O caminho para a decisão, agora, passa por bater a Holanda – que eliminou o Brasil horas antes –, nas semifinais. O jogo será na terça-feira.
Jabulanaço no final da primeira etapa
Contra tudo e todos, o Uruguai entrou no gramado do Soccer City para encarar Gana, a última representante africana na Copa do Mundo, que ontava com apoio da maioria da torcida. Mas os celestes não quiseram nem saber e partiram para cima.
Jogando de forma mais ofensiva, a seleção sul-americana cavou escanteios e empurrou os ganeses para a sua defesa. Não fosse o goleiro Kingson, os uruguaios teriam aberto o placar em cabeçada de Cavani.
Gana, porém, não se abalou e, aos poucos, foi equilibrando não só o duelo como as chances criadas, principalmente em rápidos contragolpes. Além disso, a Celeste perdeu seu capitão, Lugano, que teve de ser substituído, lesionado. No final do primeiro tempo, Fucile ainda deu um susto no estádio ao cair desacordado após dividida, dsecontando mais a defesa.
Quando tudo indicava um primeiro tempo sem gols, veio a surpresa. Muntari dominou a bola na intermediária e a marcação não o apertou. De longe, ele arriscou com um chute violento em direção ao gol. A Jabulani pegou bastante força, fez curva e enganou o goleiro Muslera, entrando no canto direito.
Empate na raça
Com a tradicional raça uruguaia, os comandados de Oscar Tabarés voltaram do intervalo dispostos a silenciar as vuvuzelas nas arquibancadas. E, nesse ímpeto, tiveram sucesso. Aos 9, Forlán – o homem de todas as bolas paradas do Uruguai – cobrou falta. Kingson se esticou, mas não alcançou: 1 a 1.
Por pouco, Suárez não ampliou aos 24. O herói da classificação nas oitavas recebeu dentro da área e mandou forte. Dessa vez, Kingson se deu melhor e evitou a virada sul-americana.
Com o passar a disputa, a parte física dos jogadores de Gana foi se sobressaindo ao cansaço uruguaio e a área de Muslera passou a ser rondada. A Jabulani, entretanto, não entrou mais em nenhum dos gols até o fim do tempo regulamentar.
Suárez "defende" no último segundo
O equilíbrio seguiu em toda a prorrogação. O lance mais emblemático ocorreu apenas no último minuto do tempo extra. Suarez, para evitar que a bola entrasse, colocou tirou com o braço em cima da risca. Pênalti, expulsão, tensão. Gyan foi para a cobrança e poderia carimbar o passaporte para as semifinais. Poderia. O forte chute do atacante esbarrou no travessão num dos lances mais emocionantes de todas as Copas do Mundo.
Muslera garante nos pênaltis
Se Suárez foi o herói na prorrogação, o goleiro Muslera foi o grande nome da cobrança dos pênaltis. O camisa 1 defendeu duas cobranças e encaminhou a classificação, confirmada com El Loco Abreu, que cobrou com categoria, e garantiu o Uruguai nas semifinais da Copa do Mundo depois de 1970.