Valcke falou nesta segunda-feira, em Bruxelas, na Bélgica, logo após o pronunciamento do ministro do Esporte, Orlando Silva, a respeito do tema. Segundo o secretário-geral, o que a Fifa está pedindo ao Brasil não foi nem mais nem menos do que o solicitado à África do Sul em 2010 e o que será pedido à Rússia em 2018. "O que estamos pedindo ao Brasil é normal", alegou o dirigente. "Nós sempre reconhecemos leis nacionais e regulamentos e vamos trabalhar para assegurar que as leis continuem lá. Mas devemos reconhecer que a Copa do Mundo é um evento único, ao qual nem tudo se aplica."
Logo depois, Valcke deixou claro que a Fifa seguirá fazendo o lobby por suas reivindicações. "Temos de reconhecer que a Copa do Mundo é um evento específico. E é nisso que estamos trabalhando com Orlando Silva", reiterou. "Nós sempre vamos proteger nossos parceiros comerciais e os nossos patrocinadores tanto quanto poderemos. E isso faz parte da discussão."
Se governo e Fifa não trabalharem juntos, ambos perdem, alerta Valcke
O dirigente da Fifa também se mostrou satisfeito pelo canal aberto diretamente com o Palácio do Planalto. "Foi a primeira vez que nós tivemos a oportunidade de expressar e trocar ideias com a presidente Dilma Rousseff. Foi uma oportunidade que tive de dizer a ela que nós ou trabalharemos juntos, e todos ganharemos, ou não trabalharemos juntos, e ambos perdemos: a Fifa e o Brasil", afirmou Valcke.
Apesar dos focos de desentendimento, Valcke reforçou que não existe a possibilidade de o Brasil não organizar a Copa. Ele afirmou ainda que todos os estádios estarão prontos para o Mundial, mas colocou em questão a infraestrutura para a Copa das Confederações, que ocorre em 2013. "Não creio que haja uma verdadeira preocupação em relação à Copa do Mundo, todos os estádios estarão prontos. Para a Copa das
Confederações há mais trabalho a fazer e eu não estou certo de que já estamos OK", afirmou.
Questionado sobre se o País realizará o evento conforme as solicitações da Fifa, o executivo respondeu: "De acordo com as solicitações da Fifa eu não sei. Mas nós nunca discutimos mudar a Copa do Mundo de local".