"É certo que tivemos o incidente com os chilenos e vimos que o Maracanã não era impermeável. Tivemos uma reunião com o ministro da Justiça e as autoridades policiais. Nos reunimos e reforçamos a segurança com um terceiro perímetro, com tropa de choque, e fortalecemos o nível da segurança privada", explicou o dirigente.
Valcke rebateu as críticas sobre a falta de segurança nesta Copa do Mundo. "Disseram em 2010 que a segurança na África do Sul seria um pesadelo, mas nada aconteceu. Acredito que a segurança no Brasil está bem controlada, especialmente com a experiência adquirida há um ano", declarou.
O secretário-geral da Fifa não descartou o controle da venda de cerveja nos estádios diante do elevado consumo de álcool e de seu potencial para provocar atos de violência."Sempre levaremos em conta a segurança. Se for preciso controlar (a venda de cerveja), será controlada, mas é sempre difícil dizer: vou vender a primeira cerveja mas não lhe vendo a segunda, é algo difícil, porque depois que começou, tem que vender".
Valcke ficou "impressionado com a quantidade de pessoas bêbadas, a quantidade de álcool que as pessoas consumiram durante os jogos (...) e quando se bebe muito, o nível de violência pode aumentar". O Brasil proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, mas por exigência da Fifa, autorizou a comercialização de cerveja. "Foi um pedido da Fifa poder vender cerveja nos estádios. Fizemos isto nas Copas do Mundo passadas e não tivemos problemas. Acreditamos na venda de cerveja; não estou falando de bebidas mais fortes", destacou Valcke.