Vinícius Júnior assumiu o protagonismo que tanto se espera dele na seleção brasileira e encerrou a fase de grupos como um dos destaques da Copa do Mundo até aqui, ao lado de outros nomes que estão correspondendo às expectativas.
Ao marcar dois gols na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, chegou ao quarto gol e está dividindo a vice-liderança da artilharia com Mbappé e Haaland, que ainda vão a campo pela última rodada. O trio está atrás apenas de Messi, autor de cinco gols e que trava também uma batalha particular com Mbappé pela artilharia de todas as Copas - são 18 gols do argentino contra 16 do francês.
Desempenho de Vini Jr. e a busca pela artilharia
Embora distante dessa disputa, com cinco bolas na rede em Mundiais, Vini Jr. tem em si os holofotes como o líder técnico que faz o Brasil acreditar que o hexa, por mais difícil que seja, é possível.
Além disso, tem a mesma quantidade de gols em Copas que Romário e Zico. O camisa 7 marcou nos três jogos disputados na primeira fase. Com isso, alcançou uma marca que não era atingida desde 2002, quando Rivaldo e Ronaldo foram às redes em todas as rodadas da fase de grupos.
- Alô Copa! O Brasil chegou!
- Vini Jr. celebra atuação do Brasil e destaca confiança após vitória sobre o Haiti
Antes deles, os únicos brasileiros a fazerem o mesmo foram Romário em 1994 e Jairzinho em 1970. O segundo, aliás, marcou em todos os jogos da seleção até o título.
Vini ainda tem muito a provar para alçar seu nome próximo ao nível dos citados quando o assunto é seleção brasileira. A Copa feita por ele até o momento, contudo, dá confiança para a sequência da competição, que ainda testará o poder de decisão do atacante em níveis mais altos, afinal a boa atuação dele não foi suficiente para vencer o duelo mais difícil da primeira fase, contra o Marrocos, partida que terminou empatada. Escócia e Haiti foram adversários mais frágeis.
Ancelotti e a evolução de Vini Jr.
O certo é que Carlo Ancelotti soube potencializar as capacidades do grande astro do futebol brasileiro. Vinícius tem ficado menos preso à ponta esquerda e procurando atuar por dentro, entre os zagueiros, o que favoreceu seu lado goleador.
"Sempre que o Ancelotti me pede e fala que eu tenho que jogar por ali eu marco gols", comentou o jogador após a vitória sobre o Haiti.