Esportes

Corinthians busca um lugar entre os grandes da América diante do Boca

Timão enfrentará a tradição do clube argentino na luta pelo título da Libertadores

Riquelme e Paulinho farão duelo particular na decisão entre Corinthians e Boca Juniors
Riquelme e Paulinho farão duelo particular na decisão entre Corinthians e Boca Juniors Foto : Daniel Garcia / AFP / CP
Será épico. Com qualquer resultado, a decisão entre Corinthians e Boca Juniors, marcada para esta quarta-feira, às 21h50min, no Pacaembu, merece essa alcunha. O time brasileiro quer conquistar um lugar entre os grandes da América do Sul e a equipe argentina busca consolidar com o título o retorno à Libertadores. A partida que reúne as melhores defesas do torneio promete ser um jogo de xadrez, em que somente um técnico, Tite ou Julio César Falcioni, dará o xeque-mate.  

O Corinthians entra em campo hoje à noite para a partida mais importante de seus mais de 100 anos de história. Depois de empatar em 1 a 1 na Bombonera, os corintianos estão próximos de comemorar o título que tanto desejam. Parada, no entanto, é indigesta e atende pelo nome de Boca Juniors. Uma vitória simples colocará o Timão ao lado de Santos, Grêmio, Inter, Vasco e outros clubes que já experimentaram o prazer de levantar a taça da Libertadores.

O Boca costuma complicar a vida dos brasileiros quando o assunto é final de Libertadores. Além disso, na decisão não há saldo qualificado, ou seja, só a vitória interessa para que o jogo não vá à prorrogação e aos pênaltis. Nessa terça-feira, no último treino antes da partida, o técnico Tite priorizou a marcação. O objetivo é não dar espaços para Riquelme criar as jogadas, além de bloquear as laterais, já que o Boca utiliza muito as bolas aéreas para o centroavante Santiago Silva. Os jogadores também treinaram cobranças de penalidades máximas.

O Corinthians está invicto na Libertadores e aposta em sua consistência defensiva para conquistar o título, já que tomou apenas três gols em 13 jogos na competição. Para o meia Danilo, a mística do Boca não entrará em campo. "Camisa não ganha nada. Lógico que precisamos ter respeito, mas o que vale é o futebol apresentado dentro de campo. O ''já ganhou'' não existe mais", disse. Todos os ingressos para a decisão foram vendidos de forma antecipada e o Pacaembu estará completamente lotado.

Boca confia na imponência da tradição


Se para o Corinthians o jogo de hoje vale uma conquista inédita, para o Boca Juniors é diferente. A equipe argentina pode ganhar a Libertadores pela sétima vez. E é nessa tradição, aliada ao fato de ser um time que sabe como poucos atuar fora de seu estádio, que os argentinos se apoiam para derrotarem o Timão e levantar a taça.

A delegação desembarcou nessa terça em São Paulo. No saguão do aeroporto, torcedores do Boca aguardavam para saudar os jogadores. Alguns corintianos que estavam no local iniciaram uma discussão e os atletas acabaram utilizando uma saída alternativa.

Dentro de campo, o técnico Julio César Falcioni não deverá ter o lateral-direito Roncaglia - autor do gol do Boca na Bombonera. O jogador teve seu contrato de empréstimo encerrado no sábado, e a Fiorentina-ITA, detentora dos direitos, exige um seguro contra lesões.

A diretoria do Boca ainda tenta um acordo com os italianos, mas a presença do jogador já é dada como improvável. Falcioni comentou algumas provocações feitas contra o Boca. Na semana passada, uma modelo brasileira fez um ensaio vestida com a camisa do Corinthians e limpando o chão com a do Boca.

"Lemos e escutamos tudo o que falaram, mas estamos tranquilos. Nosso time tem jogadores no grupo com muita experiência e categoria. Já estamos acostumados com tudo isso", declarou Falcioni. O Boca confia que o craque Riquelme, mais uma vez, possa desequilibrar e decidir a favor dos argentinos.

Libertadores 2012 - Final

Corinthians
Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Emerson. Técnico: Tite.

Boca Juniors
Orión; Franco Sosa, Schiavi, Caruzzo e Clemente Rodríguez; Somoza, Ledesma, Erviti e Riquelme; Mouche e Santiago Silva. Técnico: Julio César Falcioni.

Arbitragem: Wilmar Roldán, com Abraham González e Humberto Calvo (trio colombiano).

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Início: 21h50min

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