O sentimento de que tudo pode dar certo é tão grande que até o resultado de empate, apesar de ser excelente, é deixado de lado. "O Corinthians entra sempre para vencer, independentemente do local e aqui não será diferente", discursou o zagueiro Leandro Castán. Ele só não quis dizer a fórmula para parar o goleador Santiago Silva. "Deixa isso para a hora do jogo vocês verem. Mas vamos ser fortes, está na hora de conquistarmos esse título".
Andando normalmente e garantindo que as dores na coxa sentidas pela manhã não passaram de um susto, o volante Paulinho também adotava o discurso otimista. "Já estou legal e com certeza vou para o jogo. E é bom sentir esse clima, a motivação fica maior", falou. Por ter feito o gol diante do Vasco, algo passado à exaustão na TV argentina, ele virou "o craque" corintiano.
"Uma viagem importante e agora temos de fazer algo diferente. Não tem motivação maior do que chegar à final da Libertadores diante do Boca e ainda mais recebendo uma recepção como essa. Vamos ficar bastante focados para ir bem nessa decisão", disse. "Temos de nos portar bem, mas saber que são apenas os primeiros 90 minutos".
O meia Alex também estava no clima de entusiasmo. Autor de gol na Bombonera com o Inter em 2008, o do título da Copa Sul-Americana, ele agora quer escrever sua história pelo Corinthians. E quer testar a instabilidade do goleiro Oriol com seus potentes chutes de longa distância. "O chute de fora da área pode ser um diferencial no jogo e temos de tentar usá-lo a nosso favor. Mas temos de encontrar os espaços, pois eles marcam bem", avaliou.
Mais sereno, o presidente Mário Gobbi pregava por uma final dura e sem favoritos. "Estamos invictos, só que cada jogo é uma história, ninguém é campeão pela campanha. Vamos jogar contra um grande time, um dos que mais venceram. É dificílimo jogar aqui, mas nós temos time, vamos jogar, vamos batalhar".