Ao longo do dia as informações de dentro do Parque São Jorge eram que a resposta do recurso contra a punição, que será enviada ao clube na segunda-feira pelo presidente da Câmara de Apelações, o equatoriano Guillermo Saltos, além de questões comerciais e jurídicas, separavam a saída da disputa do torneio sul-americana.
"Estamos discutindo isso seriamente e há uma tendência muito forte pela saída. Seria uma tentativa de mudança, inclusive nos incluindo. Foi o fato mais grave que já ocorreu no futebol sul-americano em todos os tempos. Tudo tem de mudar. Vamos avaliar. Sem demagogia, poderia ser uma grande contribuição ao futebol", confirmou uma pessoa ligada ao presidente Mário Gobbi.
A decisão não seria só uma retaliação à punição, mas a toda estrutura do futebol sul-americano. Na visão dos dirigentes alvinegros, a competição é mal organizada, pouco lucrativa e possui enormes falhas de segurança em relação ao público e até aos jogadores.
O departamento jurídico estudou quais seriam as consequências de um abandono. Já o departamento comercial conversou com patrocinadores para saber quais as reações, já que as marcas ficariam em menor evidência. Uma reunião estava marcada para a tarde de segunda-feira, quando os homens fortes tomariam a decisão.