Pressionados pela derrota por 4 a 0 para a Portuguesa, no último domingo, os jogadores alvinegros reuniram-se no início da semana para "aparar arestas" e reforçar que Tite não tinha culpa pelo mau momento. Como resposta, deixaram para trás as seis derrotas e dois empates que transformaram o céu do campeão do mundo em inferno, já que o rebaixamento começou a virar realidade e a vaga na Libertadores, um sonho distante.
Em Mogi, a vitória corintiana foi construída na bola parada. Aos 20 minutos de jogo, Emerson Sheik cobrou escanteio, Guilherme desviou e Guerrero completou de peixinho para as redes. Um alívio para o treinador e o ataque corintiano, que havia marcado apenas um gol nos oito jogos anteriores.
O segundo foi quase uma repetição. Sheik cobrou escanteio, Guilherme subiu de novo, mas quem acertou a bola foi o zagueiro Cleber, estreante da noite. O jogador, ex-Ponte Preta, e que herdou a camisa 3 que era de Chicão, cabeceou com força para ampliar o placar em 2 a 0.
No Paraná, o Flamengo venceu o Coritiba em pleno Couto Pereira e quebrou um tabu de 15 anos. Os cariocas mostraram que estão mesmo numa boa fase com a segunda vitória seguida e ainda afundaram a crise do Coxa ao aplicar 2 a 0 nesta quarta-feira.
O clube carioca chega a 33 pontos com o resultado e deixa mais distante alguma ameaça de rebaixamento, no 11º lugar do campeonato. O Coritiba, por sua vez, deixou de vez a briga pela Libertadores e, com 31 pontos, vê a zona da degola se aproximar, na 15ª posição.
A vitória foi construída no final do primeiro tempo e nos primeiros minutos da segunda etapa. Aos 46 minutos, André Santos recebeu na área, girou o corpo e bateu no cantinho fazendo 1 a 0. No começo da última etapa, novo golpe que atordoou o Coritiba e impediu qualquer reação. Aos quatro minutos, Léo Moura furou bola cruzada na área, mas ela terminou nos pés de Chicão, que levantou para Wallace cabecear para o gol.