Classificado, o Corinthians agora espera o confronto entre Monterrey e Chelsea, agendado para esta quinta-feira, às 8h30min. O time inglês chega como favorito para chegar à final. A decisão do Mundial de clubes está marcada para o próximo domingo.
Corinthians agressivo sai na frente
Fugindo à regra das estreias de times brasileiros no Mundial de Clubes, o Corinthians jogou como se estivesse no Pacaembu. À vontade, no gramado do Toyota Stadium, o time de Tite tomou as rédeas da partida logo nos primeiros minutos e ditou o ritmo do confronto.
Jogando um futebol agressivo e com a marcação adiantada, o Corinthians superava o adversário já no campo de ataque, o que facilitava a criação de lances ofensivos. O primeiro deles surgiu através de Douglas, aos nove minutos. Deslocado pela direita, o meia resolveu arriscar de fora da área e quase surpreendeu o goleiro Ekramy. A única e solitária chance do Al-Ahly foi criada um minuto depois, quando Nagib cabeceou firme a bola após um cruzamento. Para alívio dos 20 mil corintianos no estádio, ela passou à esquerda da meta de Cássio.
Aos poucos, era possível ver qual seria a tônica do jogo: o Corinthians com mais posse de bola e o Al-Ahly à procura de um contra-ataque mortal. Só que o time paulista se sobressaiu e a paciência, característica do povo japonês, beneficiou o Timão. Aos 22 minutos, após um belo tabelamento com Guerrero, Paulinho entrou na cara de Ekramy e quase abriu o placar. O goleiro se antecipou no lance e evitou o pior.
Sete minutos depois, o gol saiu. Após uma blitz corintiana, Douglas cruzou para a área e Kenawi afastou mal. Na sobra, um novo cruzamento foi feito e Guerrero se antecipou ao colega Danilo para marcar de cabeça. A bola entrou mansamente no lado direito do gol de Ekramy. A vantagem de 1 a 0 foi administrada com sabedoria pelo Corinthians.
O comportamento do Al-Ahly mudou, no entanto, o time egípcio não conseguia dar qualidade ao acabamento das jogadas de ataque. Investia nas saídas pela direita com Fathy, mas no decorrer da primeira etapa as jogadas se mostraram ineficientes. Melhor para a zaga corintiana, que não deixou a dupla Gedo e Hamdi jogar e segurou o placar nos primeiros 45 minutos.
Sonolência corintiana quase complica vaga
Um pouco mais cauteloso, o Corinthians retornou para o segundo tempo priorizando a parte defensiva. A equipe passou a adotar a postura do Al-Ahly, investindo em contra-ataques através da velocidade de Emerson. Os primeiro 15 minutos foram de completa administração. Embora estivesse mais ligado no jogo, o Al-Ahly pouco produziu, tanto que o técnico Hossam El Badry colocou o astro do time: Aboutrika.
Aos 17, o time egípcio mostrou que não estava morto no confronto. Após confusão na intermediária corintiana, Rabia arriscou de fora da área e quase empatou o jogo. O chute assustou o goleiro Cássio, que fez apenas o golpe de vista.
A nova postura do Al-Ahly ficou ainda mais evidente aos 20 minutos, quando Aboutrika lançou Fathy na direita. O lateral entrou cara a cara com Cássio e chutou colocado. A bola foi rasteira e morreu na linha de fundo. A sonolência do Corinthians era evidente.
O time brasileiro voltou a acordar somente aos 28 minutos, quando Guerrero lançou Paulinho, que se livrou da marcação e bateu forte. Para sorte dos egípcios, a bola ficou na zaga. Assustado com o comportamento dos comandados, Tite decidiu renovar o gás da equipe, promovendo a entrada de Romarinho no lugar de Emerson e mais tarde Jorge Henrique na vaga de Douglas.
As medidas não adiantaram muito porque o Al-Ahly jogou mais e atacava a todo instante pela direita e pela esquerda. A pressão foi diminuindo lentamente, com o passar dos minutos e com o aumento do nervosismo dos jogadores egípcios. Os chutes de Soliman e Meteab, que entrou no segundo tempo, ainda assustaram o goleiro Cássio, mas o placar não foi comprometido. A vantagem permaneceu até o final e o Corinthians conseguiu sustentar o sonho do bicampeonato no Mundial de Clubes. Missão cumprida.
Mundial de Clubes 2012 - Semifinal
Corinthians 1
Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Douglas (Jorge Henrique) e Danilo; Emerson (Romarinho) e Paolo Guerrero. Técnico: Tite.
Al-Ahly 0
Sherif Ekramy (Aboul Elsoud); Ahmed Fathy, Mohammed Nagib, Gomaa e Ahmed Kenawi; Hossam Ashour, Waleed Soliman, Abdallah Said (Aboutrika) e Ramy Rabia; Nagy Gedo (Meteab) e Sayed Hamdi. Técnico: Hossam El Badry.
Gols: Guerrero, aos 29/1º;
Árbitro: Marco Rodríguez (México)
Local: Toyota Stadium.