O Corinthians viveu uma noite de nervosismo e tensão na Libertadores, nesta quarta-feira, na Neo Química Arena. Os 47 mil torcedores presentes tiveram de acompanhar muitos erros até a frustração máxima de perder por 1 a 0 para o Estudiantes, com direito a um pênalti desperdiçado por Memphis Depay no último minuto. Após o empate por 1 a 1 no jogo de ida, em La Plata, o resultado eliminou a equipe comandada por Fernando Diniz do torneio.
O próximo desafio dos corintianos será pelo Brasileirão, contra o Fluminense, às 16 horas de domingo, novamente em Itaquera. Agora, a realidade é brigar contra o rebaixamento no campeonato nacional, no qual foi derrotado nas últimas cinco rodadas que disputou.
Tenso desde o início
O Corinthians procurou executar sua proposta de controlar o jogo a partir da troca de passes desde os primeiros minutos, mas logo se viu em uma disputa truncada, que ensaiava esquentar a qualquer momento, conforme se intensificavam as entradas mais duras de ambos os lados.
Diante de um Estudiantes bem postado na defesa, encontrava poucas alternativas para furar o bloqueio. Depois da pausa para hidratação, o time argentino se organizou para subir a marcação e passou a ter mais momentos no campo de ataque, embora sem levar perigo real à meta defendida por Hugo Souza, que pouco trabalhava.
Do outro lado, a primeira grande defesa de Muslera foi em uma finalização de Matheus Bidu, em posição irregular. Mais perto do final da primeira etapa, os corintianos encontraram mais espaços para incomodar o adversário, como em um bom chute de fora da área de Carrillo e em uma finalização sem força de Kaio César, nas mãos de Muslera.
O Estudiantes chegou a assustar com uma porrada de fora da área, disparada por Tobias Burgos.
Pressão argentina
O segundo tempo começou com a equipe argentina controlando a posse de bola. Com frequência, conseguia se infiltrar pelo lado direito da defesa alvinegra para realizar cruzamentos rasteiros que obrigavam os defensores a afastar a bola sem maior esmero.
Esse movimento se repetia, e a bola insistia em cair nos pés dos jogadores do Estudiantes, que pressionavam. Após cerca de 10 minutos envolto nessa tensão, o Corinthians voltou a ganhar terreno no ataque, porém as decisões tomadas pelos jogadores na última faixa do campo não eram as melhores.
Referências técnicas do time, Memphis e Garro cometiam equívocos incomuns que matavam jogadas promissoras. Kaio César se enrolava em suas investidas pela direita.
Nas oportunidades que tinha para fazer jogadas de transição, o time da casa era lento, permitia que a defesa argentina se reorganizasse e, quando percebia, estava em menor número no campo de ataque. Havia um espaço muito grande entre os volantes e o setor ofensivo nessas situações.
Ficava nítido o aumento gradual do nervosismo do time conforme o tempo regulamentar se aproximava do final. A torcida fazia sua parte, como de costume, e continuou fazendo mesmo depois que Guido Carrillo marcou para o Estudiantes, aos 41 minutos.
Os jogadores corintianos pareciam já não ter mais forças, mas um pênalti por toque de mão de Tomás Palacios, assinalado no último minuto dos acréscimos, reacendeu a esperança.
Memphis Depay, astro do time, chutou por cima do gol.