No campo, o técnico Tite comandou uma atividade de posicionamento com os 11 titulares, sem adversários, apenas para aprofundar e reforçar onde ele quer que cada um dos jogadores esteja em campo em determinadas situações. Emerson, que volta ao time depois de cumprir suspensão, estava entre os titulares. Um dos mais acostumados a decisões no grupo, o atacante sabe que um bom início de partida, quando os donos da casa devem partir para a pressão, é fundamental para sair de Buenos Aires com um bom resultado.
"Acho que o jogo todo vai ser muito tenso, vai exigir um poder de contração diferente de outras partidas. Não pode ter tantos erros. A concentração maior nos primeiros minutos é importante. A parte mental já está sendo trabalhada. Temos jogadores experientes, campeões de competições importantes como o Brasileiro, que acabam adquirindo certa experiência", destacou o atacante, nesta terça-feira, após o treino de reconhecimento na Bombonera.
A autorização por parte dos argentinos, aliás, foi inédita. Nunca antes um time adversário havia treinado no gramado da Bombonera na véspera de uma partida decisiva. A experiência com o caldeirão argentino não tira o nervosismo para o jogo desta quarta. "O nervosismo não tem como não ter. É normal, natural que tenha, mas temos jogadores experientes e certamente vamos conseguir contornar".
Para o Corinthians, a final de Libertadores é uma situação inédita, mas o Boca vai para sua 10ª decisão, em busca do sétimo título, igualando, assim, a quantidade de conquistas de Independiente, maior campeão sul-americano. Para Emerson, porém, a tradição fica no vestiário. "Até o início do jogo, isso vale pouco. Tem que ter respeito pelo Boca, pelos grandes jogadores que aqui passaram, pelas conquistas, mas na hora que o juiz apita são 11 homens contra 11 homens e todos querendo um só objetivo: dar o melhor", analisou o atacante.