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Corinthians vence Cruzeiro, embala 5ª vitória consecutiva no Brasileirão, e mira Libertadores

Clube paulista sobe para a 9ª colocação com 44 pontos, três pontos atrás do próprio Cruzeiro que hoje está classificando para o torneio

Corinthians encosta no G-7 do Brasileirão
Corinthians encosta no G-7 do Brasileirão Foto : Gustavo Aleixo/Cruzeiro /CP

Com um início de jogo avassalador, o Corinthians venceu por 2 a 1, o Cruzeiro, nesta quarta-feira, na Neo Química Arena. O time alvinegro viu seus destaques, Memphis Depay e Yuri Alberto, brilharem em 16 minutos para superar um time alternativo do clube celeste e se colocar na briga por um lugar na próxima edição da Copa Libertadores. Com o resultado, o Corinthians chega aos 44 pontos, subiu para 9º lugar e coloca o G-7 na alça de mira. O Cruzeiro tem 47 pontos e estacionou na 7ª colocação.

O Corinthians volta a jogar no próximo domingo, às 16h, em confronto com o Vasco, novamente na Neo Química Arena. Mas terá um desfalque importante. Memphis recebeu o terceiro cartão amarelo e não poderá atuar. O Cruzeiro, por sua vez, tem uma decisão. No sábado, às 17h, mede forças com o argentino Racing pela final da Copa Sul-Americana.

Jogo

Sob forte calor, o time de Ramón Díaz buscou a vantagem no placar nos primeiros minutos para poder controlar o restante da partida. A alta intensidade do Corinthians deu a impressão de que poderia haver uma goleada em Itaquera, especialmente pela fragilidade do Cruzeiro, que preservou seus principais atletas para a final da Sul-Americana no sábado. O que se viu, porém, foi uma equipe consciente de suas limitações e ambições no torneio nacional.

O time alvinegro fez o suficiente para sair de campo com os três pontos e manteve o padrão de atuação das últimas partidas. A quinta vitória consecutiva no Brasileirão empolga a torcida e confrontos diretos vão definir quais competições o Corinthians vai jogar em 2025.

O Corinthians não deu sossego ao Cruzeiro desde o primeiro minuto. Com o café da manhã reforçado, faltou café ao time celeste para se manter ligado em todas as movimentações alvinegras. Os donos da casa optaram especialmente por jogadas armadas pelo lado esquerdo que culminavam na região da meia-lua. Foi assim que saiu o primeiro gol.

Aos 11 minutos, Memphis carregou a bola na entrada da grande área e acertou um chute espetacular para colocar o Corinthians em vantagem. Não demorou para o placar ficar ainda mais saboroso para o Corinthians. Aos 16 minutos, o time alvinegro recuperou a posse de bola, André Ramalho encontrou Yuri Alberto em situação tranquila do lado direito.

O atacante invadiu a área, chutou cruzado e contou com um desvio da marcação para fazer o segundo dos donos da casa. À beira do campo, Fernando Diniz mostrou enorme descontentamento com a postura celeste. Muitos gritos foram repetidos a cada minuto até a paralisação técnica para reidratação diante do forte calor.

Quando o jogo foi retomado, o Cruzeiro voltou de outra forma e encarou o Corinthians com mais equilíbrio. Aos 35, Kaiki construiu uma tabela, chutou forte de perna esquerda e contou com um toque na zaga alvinegra para comemorar seu primeiro gol como profissional pelo conjunto de Belo Horizonte.

Com a vantagem reduzida, o Corinthians tentou controlar o ímpeto cruzeirense tirando a posse de bola dos visitantes. As chances do time alvinegro no ataque passaram a ser mais esporádicas e atabalhoadas, enquanto a defesa cometeu deslizes injustificáveis. André e Hugo se atrapalharam e quase entregaram um gol de presente para a equipe celeste. No segundo tempo, o duelo perdeu fôlego. As chances das duas partes diminuíram e nem mesmo as primeiras substituições foram capazes de fazer o jogo ganhar outro tom. Memphis continuou como o principal destaque corintiano, com construção de jogadas e finalizações.

O Cruzeiro deu alguns sustos na defesa do Corinthians na reta final da partida, mas nada especial para superar o goleiro Hugo Souza. Os donos da casa tiveram oportunidades mais claras de ampliar. Memphis parou na trave já nos acréscimos e Talles Magno mandou o rebote para fora. A pouca criatividade dos dois times fez com que o placar se mantivesse inalterado durante toda a segunda parte até o apito final.