"Foi tudo muito pacífico, estamos apenas resguardando a segurança dos manifestantes e dos torcedores", disse o coronel, que não soube definir o número de pessoas que estavam no local, nem quis revelar o efetivo da polícia. Segundo ele, era o suficiente para fazer a segurança no local. Não foram feitas prisões durante o confronto.
Para evitar que os protestantes chegassem ao estádio e atrapalhassem a entrada dos torcedores para o jogo das 16h, a PM organizou uma barreira, e de lá iniciou-se o tumulto. Muitos correram para ruas próximas à avenida Alberto Craveiro, principal via de acesso ao estádio, e que estava interditada, buscando abrigo e ajuda. Em uma delas, perpendicular à principal, uma criança que mora na região apareceu desmaiada, em um canteiro de obras. Ainda que não tenham ido socorrê-la, o coronel da PM avisou que haverá suporte dos oficiais.
"Não seria de bom grado ultrapassar a barreira para socorrer a criança. Poderia gerar mais agressão. Toda e qualquer pessoa que sofrer algum tipo de problema terá o suporte da PM. Nunca tomamos a iniciativa (de violência). Protegemos a integridade de todos e do patrimônio público", acrescentou.
Os bloqueios nas ruas próximas ao Castelão atrapalharam a chegada de profissionais e torcedores ao estádio para o jogo da Seleção. Algumas pessoas que assistirão ao jogo já passaram pela barreira da PM. A reportagem também foi ao local e encontrou algumas pedras próximas. Por ser jogo na Copa das Confederações, esta quarta é feriado em Fortaleza.