O Paleopyrgo estampa em sua camisa negra a publicidade da funerária Karaiskaki, adornada por uma cruz branca. No extremo oposto, o Voukefalas leva no seu uniforme rosa o anúncio da casa noturna Villa Erotica.
"É uma questão de sobrevivência. O dono da funerária é meu amigo e resolvemos fazer o acordo. A temporada passada foi muito ruim por causa da crise", afirma o presidente e jogador do Paleopyrgo, Lefteris Vasiliou. A ideia fez sucesso e os torcedores se identificaram tanto que já pensam em adotar a figura da "morte" com a sua foice como mascote.
Já o caso do Voukefalas é um pouco mais complexo. O clube ainda precisa da permissão da Federação Grega de Futebol para saber se pode utilizar em partidas oficiais o patrocínio do bordel. A publicidade foi utilizada apenas em amistosos. "Aceitamos o patrocínio unicamente por razões econômicas. No momento em que apresentaram a proposta, não podíamos recusar", reconheceu o presidente e goleiro do Voukefalas, Giannis Batziolas.
Os prostíbulos são um negócio legalizado na Grécia, e o dirigente não entende por que precisa de autorização para divulgar a publicidade. "O bordel é um empreendimento legal, que gera dois milhões de euros por ano (R$ 5,2 milhões). Quando anunciamos o acordo, alguns jogadores perguntaram se poderiam ganhar uma 'cortesia'", lembrou Batziolas.
A dona do bordel, Soula Alevridou, de 67 anos, paga mil euros (R$ 2.600) por mês pela publicidade e afirmou que o faz apenas por gostar de futebol. O seu ramo, segundo a própria, não precisa de publicidade para fazer sucesso.