O jogo marcou ainda a milésima aparição de Ryan Giggs em uma partida oficial. No fim de semana ele não foi utilizado, e desta vez, acabou ficando sem motivos para comemorar. O adversário do Real Madrid vai ser conhecido apenas no dia 15 de março, quando há o sorteio para as quartas de final.
Alex Ferguson surpreendeu logo no início. Deixou sua principal estrela, Rooney, no banco. Acabou perdendo sua enorme versatilidade. Dentro de campo, o United tinha a mesma estratégia: ficar atrás, sabendo que o Real gosta de contra-ataque, deixar a bola com o Real, e tentar forçar algum erro de Xabi Alonso, o homem a ser marcado. Mas Mourinho já estava atento a essa estratégia, e mandou seus jogadores terem calma. Isso obrigou o United a se soltar. As jogadas saíram, principalmente na habilidade acima da média de Giggs, da função de pivô de Van Persie, e da velocidade dos pontas Welbeck e Nani. O time chegou a botar uma na trave com Vidic.
No primeiro terço do segundo tempo, o português Nani, uma outra surpresa na escalação do United, virou um personagem. Logo aos três minutos, o atacante driblou Varane e tocou para o meio. Ainda tocou em Welbeck e desviou em Sergio Ramos para entrar e fazer gol contra. Pouco depois, Nani deu uma voadora em Arbeloa e viu o cartão vermelho direto. Isso seria ainda mais decisivo que o seu gol. Pois Mourinho tirou a "vítima" do golpe do português e colocou Modric, que deu muito ritmo ao meio-campo, foi bem mais presente do que Kaká, sumido em campo, e ainda arriscou um belo chute de fora da área.
O golaço do croata animou o time. Tanto que a virada veio dois minutos depois com um toque de mágica de Özil na jogada. O lance começou com Modric, que passou na área para Higuaín. O argentino achou o alemão, que devolveu de calcanhar, o atacante chutou para o meio da pequena área, e Cristiano Ronaldo aproveitou um momento de sono de Rafael para fazer o gol e não comemorar.
Só assim para Ferguson colocar Rooney. Mas com um a menos, seria difícil, já que nesta altura, o United precisaria virar. O Manchester foi para cima, já que o Real colocou Pepe, e ao invés de controlar o jogo, chamou o adversário para o seu campo. Os ingleses tiveram chances com o Shrek e Van Persie, mas se De Gea foi o herói no Bernabéu, desta vez, Diego López garantiu seu time com várias defesas incríveis.