O primeiro tempo foi marcado pelo domínio do atual campeão brasileiro. Éverton Ribeiro, Willian e Júlio Baptista ditaram o ritmo e chegaram com perigo ao gol de Roberto Fernández em inúmeras oportunidades. O trio, no entanto, foi parado pelo goleiro adversário e também pelos erros de finalização.
Élber, substituto do poupado Ricardo Goulart, errou bastante. Jogando pelo lado direito da linha de frente, o meia-atacante demonstrou nervosismo e foi um dos destaques negativos da etapa inicial. Não é à toa que ele deixou o campo para a entrada de Borges.
As falhas ofensivas do Cruzeiro não foram perdoadas e o Cerro Porteño abriu o placar. O atacante Ángel Romero se aproveitou do vacilo de marcação do zagueiro Dedé e empurrou a bola para a meta de Fábio.
A superioridade celeste foi transformada em apreensão após o gol paraguaio. Os erros de passe, sobretudo no setor ofensivo, foram constantes. A única oportunidade criada relembrou as melhores atuações do time na temporada anterior. Willian tabelou com Júlio Baptista, mas finalizou por cima do gol.
Na volta do intervalo, a necessidade de atacar obrigou Marcelo Oliveira a substituir Ceará por Mayke, lateral-direito com características mais ofensivas. A entrada do camisa 22, contudo, não foi o suficiente para que o mandante marcasse.
Visivelmente contente com a vantagem no marcador, o time de Francisco Arce gastou o tempo com passes curtos e sem efetividade. Os paraguaios criaram somente duas oportunidades na etapa complementar.
Na busca pelo empate, o Cruzeiro ficou refém de lances individuais. Sem a inspiração dos nomes de frente, a Raposa tentou também bolas aéreas. E foi assim que saiu o empate. Samudio igualou o marcador.