O jogo ficou marcado de forma negativa, principalmente, pela hostilização racista da torcida peruana com o volante Tinga, do Cruzeiro. Em diversas oportunidades que o jogador dominou a bola, os torcedores começaram a imitar sons de macaco nas arquibancadas. O futebol ficou em segundo plano.
Nos 45 minutos iniciais, o ar rarefeito da cidade peruana foi um obstáculo tolerável para os comandados de Marcelo Oliveira. Não é à toa que o gol de Bruno Rodrigo, em jogada de escanteio, foi somente uma das chances criadas no primeiro tempo. Dagoberto, Marcelo Moreno e Éverton Ribeiro também incomodaram Pretel.
Alfredo Ramúa foi o único a criar oportunidades pelo lado dos mandantes. Apontado como o craque do time, o meia-atacante arriscou finalizações de longa distância e tentou se aproveitar das curvas feitas pela bola em locais que estão muito acima do nível do mar. Atento, o goleiro Fábio impediu os gols.
O gás acabou, entretanto, na segunda etapa. O Real Garcilaso retornou ao gramado em alta velocidade e criou uma oportunidade logo no minuto inicial, com Víctor Ferreira, mas Dedé salvou o que seria o empate. A jogada do zagueiro, contudo, apenas retardou a igualdade. Ezequiel Britez balançou a rede após escanteio cobrado por Ramúa.
Com números idênticos no placar, os comandados de Fredy García evoluíram em campo. Insistindo nas bolas longas, o Gacilaso aumentou o desgaste do Cruzeiro. E foi em novo lance de bola aérea que saiu a virada dos mandantes. O centroavante Ramón Rodríguez se aproveitou da falha de Fábio para colocar a equipe em vantagem.
Vencendo por 2 a 1, o Real Garcilaso se fechou na defesa, com sete atletas – cinco zagueiros e dois volantes – preocupando-se somente com a marcação. O Cruzeiro, por sua vez, tentou incomodar o rival na base da vontade e finalizações de longa distância, mas sem sucesso.