Cruzeiro e Huracán não saíram do 0 a 0 na noite desta terça-feira, dentro do estádio Mineirão. Bicampeões do Campeonato Brasileiro, os mineiros perderam chances claras de marcar e chegaram ao seu segundo empate sem gols em duas partidas disputadas. Com o resultado, o clube fica em terceiro lugar do grupo 3, com dois pontos. O Huracán é o segundo colocado, com a mesma pontuação, mas leva vantagem por ter marcado na estreia. Mais cedo, o Universitario de Sucre, da Bolívia, derrotou o Mineros de Guayana, da Venezuela, por 1 a 0, e assumiu a liderança da chave.
O time da casa tentou pressionar com a velocidade que lhe rendeu os títulos nacionais. Armado no 4-2-3-1, time trabalhou bola com rapidez, acionando os laterais. A dupla sempre buscava o cruzamento para Leandro Damião. Aos cinco, o ex-colorado balançou as redes adversárias após jogada bem trabalhada pelo meio de campo, mas o impedimento já havia sido assinalado. No lance seguinte, Mena levantou e o camisa nove escorou para dentro da área, mas a zaga argentina afastou.
Mais forte pela direita, sempre nos avanços do lateral-direito Mayke, os mandantes construíram duas oportunidades. Na primeira delas, De Arrascaeta cabeceou no meio da zaga e a bola saiu pela linha de fundo. Depois, o argentino completou de voleio, mas novamente para fora. Com Willians mais atrás, Henrique apareceu para ajudar no apoio e arriscar de longe, levando mais perigo à defesa argentina, que não encontrou Mayke nos primeiros 20 minutos de partida. A melhor chance do Huracán aconteceu aos 24, com Abila cabeceando por cima da meta de Fábio, mas em posição ilegal.
Aos 31, após cobrança de escanteio, os anfitriões quase abriram o placar. Damião cabeceou, Giordano espalmou e Willian, na sobra, chutou longe, desperdiçando a principal chance de gol da primeira etapa.
Na volta dos vestiários, com Alisson no lugar de Willian, o panorama do confronto seguiu o mesmo. Willians, ex-volante do Inter, era quem iniciava as tramas ofensivas. Jogador mais recuado do meio cruzeirense, o atleta era o melhor passador da equipe, com 37 certos até os nove minutos.
Aos 12, Marquinhos alçou da esquerda e o zagueiro Domínguez, de canela, quase marcou contra, mas Giordano evitou. Também no 4-2-3-1, os visitantes apostavam no contra-ataque e nos espaços entre os volantes e zagueiros dos mineiros. Aos 20, Paulo André afastou de cabeça e Montenegro, sem marcação, bateu de longe e por pouco não surpreendeu Fábio. Do outro lado, o Cruzeiro não conseguia trocar passes em velocidade e nem inverter posições, características marcantes das últimas temporadas. A maioria das tentativas acontecia nas jogadas aéreas e chutes de longe, especialmente com De Arrascaeta.
Com poucos arremates na direção do gol, Marcelo Oliveira sacou o volante Henrique para a entrada do centroavante Henrique Dourado, colocando mais uma referência no setor ofensivo e aumentando o poderio aéreo, saindo do 4-2-3-1 para o 4-4-2, com Judivan próximo de Willians e Marquinhos e Alisson pelas pontas. Logo após o ingresso do ex-palmeirense, Leandro Damião recebeu livre e finalizou colocado, acertando o poste argentino.
No final da partida, o Huracán apertou a marcação no seu campo defensivo e aproveitou os buracos da recomposição dos brasileiros, chegando com chances de arriscar contra a meta de Fábio. Aos 42 minutos, Alisson encontrou Judivan sozinho na área, cara a cara com o goleiro, mas o meia tocou para fora, desperdiçando a chance do jogo.
Cruzeiro e Huracán empatam em 0 a 0 no Mineirão
Mineiros desperdiçaram oportunidades claras e seguem sem vencer na Libertadores