Cruzeiro e Vasco ficaram abraçados na frustração, ao empatar em 0 a 0, nesta quarta-feira. As duas equipes seguem sem vencer na fase de grupos da Libertadores, após o jogo truncado no Mineirão. Os times se mantiveram na metade inferior da chave, agora com um ponto cada. A liderança do Grupo E pertence ao Racing, que soma os mesmos quatro pontos da Universidad de Chile, mas leva vantagem no saldo de gols. De olho também nas finais dos Estaduais,
Cruzeiro e Vasco fizeram um duelo de boas oportunidades de gol somente no segundo tempo, após uma etapa inicial de poucas emoções. Jogando em casa e com uma equipe mais estrelada, o time mineiro foi ligeiramente superior no segundo tempo. Mas, sem gols, saiu de campo vaiado pela torcida.
Após o empate, as duas equipes vão focar suas atenções nas decisões estaduais. O Vasco tem vantagem contra o Botafogo porque venceu o jogo de ida por 3 a 2, no Campeonato Carioca. Já o Cruzeiro levou 3 a 1 do arquirrival Atlético Mineiro na ida, apesar de registrar a melhor campanha na primeira fase.
Precisando da vitória para apagar a decepção da estreia, o Cruzeiro tomou a iniciativa do jogo e partiu para cima do Vasco nos primeiros minutos. O impulso inicial, contudo, não foi longe em razão da opção do técnico Mano Menezes por uma escalação sem centroavantes - outra surpresa foi a entrada de Dedé na vaga de Murilo, na zaga. O time mineiro começou o jogo com Thiago Neves mais centralizado, enquanto Rafinha atuava pela direita e Arrascaeta, pela esquerda.
A falta de uma referência mais à frente fazia o Cruzeiro mostrar lentidão em cada ataque. Para piorar, o zagueiro Paulão fazia boa apresentação. Como consequência, os anfitriões não criaram nenhuma chance clara de gol antes do intervalo. O Vasco, por sua vez, começou a partida com um setor ofensivo reforçado pela velocidade de Paulinho, que levava perigo em tabelas com Wagner e Riascos. Yago Pikachu, destaque do time no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca, era menos acionado.
Contendo o ímpeto do Cruzeiro nos primeiros minutos, aos poucos o Vasco dominava o meio-campo. A partir dos 30 minutos, passou a buscar o ataque com mais perigo e levou perigo. Aos 36, em rápido contra-ataque, Riascos só não abriu o placar porque Egídio interferiu a tempo. No minuto seguinte, Pikachu teve duas chances em sequência. Para o segundo tempo, Mano Menezes admitiu a escalação ruim ao colocar um atacante em campo: Sassá entrou no lugar de Rafinha.
O Vasco, porém, não demorou para exibir a superioridade que vinha mostrando ao fim da etapa inicial. Paulinho levou perigo em finalização de longe aos 12 e, três minutos depois, acertou forte chute. A bola desviou no meio do caminho, mas o goleiro Fábio foi buscar no canto. Preocupado, o Cruzeiro tentou responder, com Robinho e Sassá, aos 19, sem sucesso. Na sequência, aos 23, o mesmo Sassá desperdiçou boa chance, em lance de contra-ataque.
O placar seguia inalterado, mas o jogo ganhava em movimentação e chances para ambos os lados. Até que o Vasco sofreu uma dura perda. Paulinho, que vinha sendo um dos principais jogadores da partida, sofreu queda feia sobre o próprio braço esquerdo. Reclamando de fortes dores, ele precisou ser substituído, aos 25. Daí em diante, o Vasco caiu de rendimento e viu o Cruzeiro crescer no ataque, principalmente com Sassá. O gol, porém, não saiu. Do outro lado, Fábio chegou a ser exigido, mas assegurou o 0 a 0 no placar. Os dois times voltam a campo pela Libertadores no dia 19. O Vasco vai visitar o Racing em Avellaneda, na Argentina, enquanto o Cruzeiro jogará contra a Universidad de Chile em Santiago.
Cruzeiro e Vasco empatam e seguem sem vitória na fase de grupos da Libertadores
Times dividem lanterna do grupo e tem classificação ameaçada