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Cruzeiro fura retranca do Boca, vence se recupera no “grupo da morte” da Libertadores

Equipe se reabilitou de derrota para o Universidad Católica e lidera chave

Raposa levou a melhor antes de sequência difícil fora de casa
Raposa levou a melhor antes de sequência difícil fora de casa Foto : Douglas Magno / AFP / CP

O Cruzeiro segue vivo no "Grupo da Morte" da Libertadores. Depois de uma derrota dolorida para o Universidad Católica na última rodada, a equipe se reabilitou no Mineirão nesta terça-feira. Com paciência, conseguiu superar a retranca do Boca Juniors, que atuou o segundo tempo com um a menos, e contou com gol de Villarreal para vencer por 1 a 0 pela terceira rodada do Grupo D.

Este resultado coloca o time de Artur Jorge na liderança momentânea da chave, com seis pontos, empatado justamente com os argentinos, porém em vantagem no critério de confronto direto. O time mineiro agora tem dois jogos fora, começando no Chile, na próxima quarta-feira, diante do Universidad Católica, e depois visitando o Boca, na temida La Bombonera. O time encerra a fase de grupos diante do Barcelona de Guayaquil, no Mineirão.

Era de se esperar um duelo bastante físico, como é de costume nos encontros entre brasileiros e argentinos. O Boca Juniors veio com a proposta de travar o jogo do Cruzeiro e, de certa forma, conseguiu. Congestionando a entrada da área, dificultou ao máximo qualquer infiltração mineira. Mesmo com mais posse de bola, o Cruzeiro não conseguia conectar o ataque e criar situações de gols. Tanto que a única bola que levantou suspiros da arquibancada foi uma falta bem batida de Arroyo, que foi para fora.

Outro fator que amarrou o jogo foi a arbitragem. Contestada pelos dois lados, distribuiu cartões, picotou o jogo e tirou a paciência dos jogadores. Nos acréscimos do primeiro tempo, Barreiro levou dois amarelos em sequência, deixando um alento para os cruzeirenses na segunda etapa.

Entretanto, na volta do intervalo, o panorama se manteve. O Cruzeiro não imprimia velocidade e fazia o jogo que o Boca queria. Recuando bastante a bola para os defensores, não tinha criatividade para furar ainda mais a retranca argentina. A alternativa seguia sendo a bola parada e o Cruzeiro chegou a levar perigo em cabeçadas de Fabrício Bruno, que tiraram tinta da trave, e outra sendo bloqueada por Figal. Vendo a linha de cinco argentina, Artur Jorge povoou a área e colocou três atacantes. Explorando a velocidade de Kaio Jorge, criou a primeira grande chance da partida, obrigando boa defesa de Brey.

Seguindo na tática de atacar pelos lados, Kaio Jorge repetiu a dose e desta vez cruzou ao invés de finalizar. O passe encontrou Villarreal, que empurrou para o gol vazio, aos 37 minutos, para explodir o Mineirão. Após o gol, foi a vez do Cruzeiro fazer jus à catimba. Provocou os argentinos para ganhar tempo. Controlando a posse da bola, apenas administrou o resultado até o apito final.

Como de costume, logo após o fim da partida, o tempo fechou no Mineirão, com os jogadores argentinos partindo para cima de Matheus Pereira, que foi blindado por seguranças e companheiros de equipe.