O primeiro tempo contou com poucas emoções. Ambos os times se estudaram bastante e pouco incomodaram os goleiros Roberto e Fábio. O visitante ainda foi ligeiramente superior que o seu rival, mas teve pouca criatividade no meio de campo.
A principal diferença, na etapa inicial, foi a bola colocada por Dedé no fundo da meta adversária. Willian cobrou escanteio pelo lado direito do campo e o zagueiro subiu mais alto que todo mundo para estufar a rede. Com o gol, Dedé atenua as críticas recebidas pelo erro infantil diante do Flamengo, na quarta-feira, pela Copa do Brasil.
Na volta para o intervalo, Paulo César Carpegiani tentou dar um novo ânimo para a sua equipe com duas substituições. O mandante, de fato, igualou as ações e melhorou a sua marcação no meio de campo. Entretanto, a criação seguiu comprometida, já que Chiquinho foi o único a pensar no setor.
O Cruzeiro, com problemas semelhantes aos da Ponte Preta, dependeu demais do talento individual de seus homens de frente, que não viveram os seus melhores dias. A dificuldade encontrada pelo ataque é exemplificada por um gol perdido por Borges. Com o goleiro Roberto já batido e sem marcação, ele finalizou por cima da meta. Pouco tempo depois, o mesmo apareceu na área para ampliar a vantagem.
O segundo gol da Raposa acabou com qualquer pretensão da Macaca. Com o placar construído, os comandados de Marcelo Oliveira optaram por trocar passes e gastar o tempo, impedindo que o seu adversário conseguisse qualquer lance de perigo.