O Cruzeiro se sagrou campeão, pela primeira vez, da Copa Libertadores Feminina, neste sábado (31) ao vencer o Corinthians por 5 a 4 nos pênaltis (após um empate em 4 a 4 no tempo regulamentar), em uma final eletrizante disputada em Quito, no Equador.
Byanca, uma das artilheiras do torneio, Leticia Ferreira, Michelle Romero, Victoria Calhau e Milena Ferreira deram o triunfo às "Cabulosas", que se classificaram para o primeiro Mundial de Clubes feminino, a ser realizado nos Estados Unidos em 2028. Camila Gomes foi a heroína da noite ao defender o último pênalti, cobrado por Gi Fernandes, da equipe hexacampeã da Libertadores. As "Cabulosas" começaram a partida perdendo e só conseguiram marcar o gol no segundo tempo.
"Conseguimos corrigir alguns pontos, principalmente defensivos, nos quais estávamos sofrendo demais", e "ajustar para que, ao cruzarmos a linha do meio-campo, fôssemos letais", disse à imprensa o técnico do Cruzeiro, Jonas Urias. As "Brabas", que fizeram valer a história e a hierarquia do clube mais vitorioso da Libertadores feminina, encontraram dificuldades diante de uma adversária que exibiu força, velocidade e resiliência mental, justamente quando parecia que sofreriam uma goleada.
"Essa história que vamos contar sobre nossas vidas, sobre nossas carreiras, começou com o sentimento de que era possível", acrescentou Urias, que atribuiu o sucesso a uma "mentalidade infinita". O Corinthians, que havia sofrido apenas dois gols em suas partidas anteriores no torneio, acabou levando nove em uma final eletrizante contra o Cruzeiro. "É um sentimento inexplicável, estou muito feliz", declarou Calhau ao final da partida.
Reação e empate
De cabeça, aos 4 minutos, e com uma finalização de direita, aos 42, Gabi Zanotti marcou os dois primeiros gols das "Brabas" no estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito. Os gols de Zanotti surgiram de falhas da defesa. O segundo foi o mais evidente: a camisa 10 do Corinthians interceptou um passe fraco de Isadora do Amaral e acertou um chute preciso. O terceiro e o quarto gols das "Brabas" saíram dos pés de Victoria Albuquerque, no segundo tempo (49") e (67").
Quando a goleada do Corinthians já parecia certa, Byanca se livrou da marcação e, no início do segundo tempo (52"), marcou o primeiro do Cruzeiro. Na sequência, cinco minutos depois, Victoria Calhau converteu uma falta em gol (57"). A colombiana Lorena Bedoya marcou aos 30 da segunda etapa. Com o placar ainda favorável ao Corinthians, já nos acréscimos (90+1"), Leticia Ferreira apareceu para cabecear a bola para o fundo da rede, levando a decisão da partida para os pênaltis.
Era "uma partida em que tínhamos controle total e não sei explicar o que aconteceu", afirmou a técnica do Corinthians, Emily Lima. A treinadora classificou como "absurdo" o desfecho do torneio, já que praticamente o tinham garantido até o fim do tempo regulamentar.
No primeiro confronto do dia, o colombiano Independiente Santa Fe conquistou o terceiro lugar do torneio ao vencer o paraguaio Olimpia por 4 a 3. A última vez que houve uma final brasileira na Libertadores foi em 2023, com o clássico paulista entre Corinthians e Palmeiras, que terminou com a conquista das alvinegras. pld/cl/aam