A baderna que se seguiu pela capital paranaense após a confirmação da queda do Coritiba para a Série B do Campeonato Brasileiro, com o empate por 1 a 1 do time com o Fluminense, em pleno estádio Couto Pereira, ainda faz com que a cidade contabilize os prejuízos para o patrimônio público. Assim como o local do jogo e seu entorno, diversos pontos de Curitiba também foram alvo de vandalismo.
Num balanço parcial apresentado pela Urbanização de Curitiba (Urbs), nesta segunda-feira, foi constatada a danificação de 34 ônibus do transporte coletivo. Destes, três foram mais prejudicados porque os torcedores estavam no interior quando promoveram a destruição. Os outros foram atingidos por objetos quando transitavam pela cidade.
Contra um dos ônibus que fazia a linha Vila Macedo foi arremessada uma bomba caseira, que acabou explodindo no interior do veículo, quando passava nas proximidades de um supermercado em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. Uma mulher foi atingida nas mãos e permanecia internada no Hospital Evangélico na tarde desta segunda. O quebra-quebra também atingiu alguns terminais. Os mais prejudicados foram os do Cabral, Boqueirão, Pinheirinho, Santa Cândida e Fazendinha.
A direção do Coritiba passou o dia em reunião, mas não houve nenhum pronunciamento. Isso deve acontecer nesta terça-feira ou, no máximo, até a manhã de quarta. Segundo a assessoria do clube, está sendo feita uma análise completa das repercussões, tanto na questão do futebol quanto institucionalmente, da violência empreendida por torcedores e da queda para a Série B.
Após o jogo de domingo, a sala da presidência no Couto Pereira também foi invadida, com móveis sendo quebrados. Os prejuízos no estádio ainda não foram levantados. De acordo com a assessoria do Coritiba, alguns torcedores chegaram a colocar na internet telefones de dirigentes e funcionários do clube.
Curitiba contabiliza prejuízos por violência de torcida
Órgão municipal levantou danos em 34 ônibus, além de ataques contra o patrimônio público