"Isso é uma coisa que eu tenho visto. Vamos falar sobre qual é o limite para uma disputa de bola. Não estamos querendo simplesmente diminuir o número de faltas. O jogo pode ter 60, mas desde que elas tenham ocorrido de fato. Do jeito que está, os jogadores e quem assiste acabam perdendo a referência. A tentativa é melhorar isso", explicou o representante brasileiro na comissão de arbitragem da Conmebol, Wilson Luiz Seneme.
O curso será realizado em Teresópolis, no Rio de Janeiro, em parceria entre Fifa e CBF, e os árbitros também receberão uma atualização a respeito das regras e recomendações. Além de Seneme, está prevista a participação de outros instrutores Fifa, como o uruguaio Jorge Larrionda e Antonio Pereira da Silva, além do preparador físico da entidade, Cristian Rosen, e da oficial de Desenvolvimento de Arbitragem da Fifa para América do Sul, Carolina Colman.
Segundo a CBF, os árbitros receberão instrução também sobre o uso da súmula eletrônica. Durante o período de trabalho, que será até 2 de setembro, haverá os testes para o quadro da Fifa, que tem duas vagas em aberto para árbitros principais, já que o próprio Seneme e Paulo César de Oliveira - que iniciaram o ano na relação - resolveram encerrar a carreira antes dos 45 anos.