O jogo
O primeiro tempo de Galo e Lusa foi equilibrado. A Portuguesa, que não venceu ainda fora de casa neste Brasileiro, mostrou uma postura até surpreendente, utilizando bem os espaços que os volantes do Galo deixavam na defesa. Os dois lances de maior perigo nos primeiros 45 minutos foram do time paulista, com chutes cruzados no gol de Giovanni (fora uma falta bem cobrada de Souza).
O Galo só assustava porque tinha a posse de bola, mas a criação estava mais baseada na velocidade de Tardelli e Luan que nos passes precisos de Guilherme. Os dois pontas, no entanto, não estavam bem e, às vezes, se posicionavam do mesmo lado.
Dez minutos antes do intervalo, porém, os jogadores da Lusa souberam achar o caminho do gol. No contra-ataque, Moisés viu a zaga completamente desprotegida, chegou à área e tocou para Bruno Henrique. De carrinho, o jogador abriu o placar e colocou, merecidamente, a Lusa na frente.
Virada do Galo
Na volta do intervalo, o técnico Cuca deixou o time bastante ofensivo. Era o tudo ou nada. Dátolo entrou no lugar de Rosinei e Josué ficaria sozinho na contenção do meio de campo, um grande problema apresentado no primeiro tempo. Mas a Lusa não achou, no começo da etapa complementar, meios de ter a posse de bola.
Assim, com mais um homem no ataque, o Galo foi para cima, criou chances e chegou ao empate em uma trama que envolveu passe de Guilherme para Luan e chute mascado que foi desviado de forma proposital pelo atacante Diego Tardelli, que marcou seu segundo gol no Brasileirão.
Só que o empate não deixou o Atlético tranquilo na partida. A Portuguesa ainda incomodava bastante nos contragolpes, algo que pareceu ter sido ignorado por Cuca, que não ajeitava a marcação no meio de campo, com os laterais sempre chegando atrasados na recomposição. Prova disso é que Moisés teve uma chance clara de recolocar a Lusa na frente, mas Giovanni abafou o chute.
Mas, pensando mesmo em conseguir a vitória, Cuca fez mais uma substituição ofensiva e, de certa forma, surpreendeu. Tirou Josué (o pior em campo) para colocar o lateral-direito Michel. Na prática, Marcos Rocha foi para o meio de campo do Galo, que não detinha nenhum volante.
A Portuguesa teve chances na bola parada e o Galo despediçou ótimo contra-ataque com um chutão de Michel dentro da área. Só que o jogo premiou aquele que, no fim, foi o mais ousado. O Atlético, sem volantes em campo, achou o gol da vitória em chute certeiro de Dátolo, que balançou as redes da Lusa no finalzinho, após ótima jogada de Jô.