O Atlético Mineiro mostrou mais uma vez por que é um dos piores mandantes do Campeonato Brasileiro e caiu para a Chapecoense nesta quarta-feira por 3 a 2, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pela 29.ª rodada. Em um jogo bastante movimentado, o time alvinegro voltou a sofrer com uma fraca atuação em casa, tentou reagir na raça ao ficar com um a menos - o volante Elias foi expulso -, mas parou no competente desempenho do adversário.
Mais uma vez sofrendo com a falta de criatividade e abusando das ligações diretas, o Atlético Mineiro sofreu a oitava derrota em 15 partidas em casa na competição. Já a Chapecoense foi muito precisa naquilo que se propôs a fazer - os contra-ataques - e respirou na luta contra o rebaixamento.
O time catarinense chegou a 35 pontos, saltando para a 11.ª colocação. Pela 30.ª rodada, neste domingo, receberá o Fluminense na Arena Condá, em Chapecó (SC). Já o Atlético Mineiro parou nos 38 pontos e é o nono colocado. Também no domingo, tentará a recuperação no clássico contra o Cruzeiro, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.
O jogo
O Atlético Mineiro começou em baixa e viu a Chapecoense assustar com menos de um minuto, em chute de Luiz Antonio. Aos cinco, os visitantes quase abriram o placar em cruzamento da direita de Canteros, que Wellington Paulista cabeceou para exigir grande defesa de Victor. A bola ainda tocou no travessão.
Mas em seu primeiro bom momento, o Atlético Mineiro marcou. Robinho recebeu longo lançamento e aproveitou erro crasso de Douglas para ajeitar para Valdivia. O meia chegou batendo de primeira de fora da área, com felicidade. A bola ainda tocou no travessão e entrou.
O gol, porém, não retratava o cenário de um jogo em que o Atlético Mineiro dependia exclusivamente da ligação direta, fruto da inoperância de Valdivia e Cazares na armação. Imediatamente, então, a Chapecoense voltou a crescer. Aos 30 minutos, Arthur recebeu com espaço na intermediária e tocou para Wellington Paulista, que chegou batendo de canhota. Desta vez, Victor foi muito mal para a bola e colaborou para o empate.
A igualdade dava a oportunidade aos visitantes de voltarem a jogar a seu estilo, nos contra-ataques. E em um deles, a Chapecoense garantiu a vantagem para o intervalo. Aos 41 minutos, Moisés Ribeiro começou o contragolpe com dois lindos dribles no campo de defesa e abriu na direita para Luiz Antonio. O volante viu a penetração de Canteros e tocou para o argentino, que dominou e bateu cruzado, com estilo.
A mais nova atuação ruim do Atlético Mineiro em casa rendeu vaias no intervalo e logo no início da etapa final a situação ficou ainda pior. Em novo contragolpe catarinense aos quatro minutos, Moisés Ribeiro recebeu pela esquerda, pedalou para cima de Elias e foi calçado. O atleticano recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o estádio sob muitos xingamentos.
Com um a mais, a Chapecoense foi inteligente. Ficou com a posse, administrou a vantagem e chegou a ameaçar alguns outros bons contra-ataques. E quando parecia ter o jogo controlado, sofreu o empate na bola parada aos 22 minutos. Fábio Santos cobrou escanteio da esquerda e encontrou Fred sozinho para cabecear no canto esquerdo de Jandrei.
Era o que a equipe precisava para inflamar a torcida e crescer. Se não era criativa, ganhou uma dose de coragem para se lançar ao ataque com o apoio de uma torcida que, agora, jogava a favor. Mas do outro lado, a Chapecoense seguiu em seu plano, ignorou o embalo adversário e voltou a ficar à frente. Aos 34 minutos, Reinaldo fez o que quis com Felipe Santana e tocou para Luiz Antonio fuzilar para a rede.
O fator emocional, então, voltou a jogar contra o Atlético Mineiro. Na base do desespero, os donos da casa ainda levaram certo perigo em jogadas pelo alto, mas pararam na atuação consistente da Chapecoense. Ao apito final, mais vaias de uma torcida cansada de acumular decepções em casa.
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Time catarinense ganha respiro na luta contra o rebaixamento