Esportes

Deco pega pena mínima e pode voltar a jogar com o Flu

Meia do Fluminense já cumpriu os 30 dias de suspensão

O meia Deco está liberado para o jogar pelo Fluminense. Em julgamento ocorrido na tarde desta sexta-feira, o jogador foi punido por 30 dias pelo uso das substâncias hidroclorotiazida (diurético que combate a hipertensão arterial) e carboxi-tamoxifeno (metabólico do tamoxifeno), presentes em vitaminas de farmácia de manipulação. Como já havia cumprido esse período na suspensão preventiva, pode jogar normalmente. Cercado pela imprensa, o apoiador falou sobre o futuro. "Quero encerrar a carreira com a dignidade que mereço", analisou.

"Infelizmente não pude participar de um grande sonho que é a Libertadores, isso foi tirado, mas temos tempo ainda. Essa história não acabou e vamos ver o que vai acontecer daqui para frente", projetou Deco. Apesar do resultado, na prática, positivo, o jogador mostrou certa insatisfação com a decisão da comissão julgadora, uma vez que se considera inocente. "Independentemente da decisão, vou respeitar. Mas concordar é diferente. Apesar de ser pena mínima, no meu ver poderia ser absolvição, pois não tinha responsabilidade nenhuma", definiu.

O julgamento foi longo, com cerca de cinco horas para analisar as evidências apresentadas sobre o flagrante no exame realizado após a partida contra o Boavista, válida pelo Campeonato Carioca. O luso-brasileiro dispensou o auxílio do Tricolor e decidiu contratar a empresa "Bichara e Motta advogados". A linha para a defesa encontrada foi o histórico limpo do atleta.

Durante seu depoimento, Deco demonstrou a habitual serenidade e ressaltou que quando jogava na Europa, cada atleta recebia tratamento individualizado com vitaminas. Assim que chegou ao Fluminense, a medicação era generalizada e, por isso, ele optou por se tratar de maneira individual. O apoiador revelou que toma a mesma medicação há três anos e, desde então, passou por cerca de 10 exames antidopings e nunca foi pego.

No decorrer do julgamento, Marcos Motta também convocou para testemunhar em defesa de Deco, o médico pessoal do atleta, Sérgio Puppin, que revelou por que o jogador precisava fazer a utilização das vitaminas. Sobre a contaminação, ele disse que pode ter ocorrido até mesmo pela ventilação do laboratório, já que em um mesmo local são trabalhadas diversas substâncias diferentes. Por isso, para ele pode ter ocorrido um acidente e responsabilizou a farmácia, dizendo não irá mais indicá-la aos pacientes.

Isto posto, a Universidade Federal Fluminense confirmou que as cápsulas ingeridas por Deco estavam com as duas substâncias presentes, ou seja, contaminadas. A segunda testemunha de defesa reiterou o resultado das análises e confirmou a presença das substâncias tamoxifeno e hodrocloriazida na fórmulas manipuladas, tanto em cápsulas como em sachês.


Bookmark and Share