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Delegado prevê avanços na investigação após apreensão robusta na Operação Cartão Vermelho

Max Otto Ritter confirma medidas cautelares contra oito investigados do São Gabriel e diz que análise das provas pode gerar novos desdobramentos nos próximos dias

Polícia Civil deflagrou operação em São Gabriel para coibir a manipulação de resultados no futebol
Polícia Civil deflagrou operação em São Gabriel para coibir a manipulação de resultados no futebol Foto : POLÍCIA CIVIL / DIVULGAÇÃO / CP

A investigação sobre a manipulação de resultados envolvendo o Esporte Clube São Gabriel deve ganhar novos capítulos nos próximos dias. Em contato com o Correio do Povo, o delegado Max Otto Ritter, responsável pela Operação Cartão Vermelho, deflagrada neste domingo pela Polícia Civil, afirmou que o material apreendido é volumoso e será analisado detalhadamente, o que pode ampliar o alcance do inquérito.

Segundo Ritter, oito pessoas ligadas ao clube foram alvo de medidas cautelares determinadas pela Justiça. Todos estão proibidos de manter contato entre si, impedidos de acessar o Estádio Doutor Sílvio de Faria Corrêa e vetados de atuar em partidas oficiais organizadas pela FGF ou por qualquer outra federação até o fim de 2026. Os nomes dos investigados, porém, não serão divulgados neste momento para não comprometer a continuidade das apurações.

A Operação Cartão Vermelho foi desencadeada para investigar suspeitas de manipulação de resultados em jogos da Terceira Divisão do Gauchão e da Copa FGF, após denúncias recebidas pela Polícia Civil e pela Federação Gaúcha de Futebol. Um dos confrontos sob suspeita ocorreu diante do Inter sub-20, partida marcada por denúncias prévias e por um placar atípico de 7 a 0.

Ritter reforça que a análise do material apreendido, que inclui celulares, computadores e documentos, será determinante para esclarecer a extensão das fraudes. “Há uma quantidade muito grande de provas, que vamos analisar a partir de agora. É cedo para fazer uma previsão, mas a investigação vai continuar”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil acredita que o clube possa ter sido utilizado como instrumento para uma associação criminosa voltada à manipulação de resultados. A apuração segue em sigilo.

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