Segundo a AAIB, a autoridade francesa de investigação localizou, ainda na segunda-feira, os dois assentos. Primeiro, foi encontrada parte de um deles. O objeto estava em uma praia perto de Surtainville, na península de Cotentin. O segundo foi encontrado um pouco mais tarde, mas na mesma área.
A partir dos objetos localizados e das informações sobre trajetória do voo e da última posição de radar conhecida, a agência britânica encomendou uma pesquisa submarina com uma embarcação especializada. A nova busca deve começar no final de semana e durar até três dias. Um equipamento de sonar será utilizado para tentar localizar destroços - caso sejam encontrados, um veículo operado remotamente será usado para retirá-los do fundo do mar.
Além disso, a AAIB diz que está ciente da realização de uma pesquisa operada privadamente, conduzida na mesma área. "Estamos nos aproximando dos envolvidos para maximizar a chance de localizar qualquer destroço e garantir uma operação de busca segura", acrescentou.
Pelo Twitter, David Mearns, que lidera as buscas privadas e atua como porta-voz da família de Emiliano Sala, falou sobre os trabalhos que estão sendo realizados. "A busca de fundos privados para o avião que transporta Emiliano será conduzida, em nome da família Sala, em estreita coordenação com o esforço de busca da AAIB. As duas embarcações trabalharão junto para procurar a área designada de forma tão segura, completa e eficiente quanto possível", escreveu.
The privately funded search for the plane carrying Emiliano will be conducted, on behalf of the Sala family, in close coordination with the AAIB search effort. The two vessels will work together to search the designated area as safely, completely and efficiently as possible. — David Mearns (@davidlmearns) 30 de janeiro de 2019
Há oito dias, a aeronave que levava o atacante de Nantes, na França, rumo a Cardiff, capital do País de Gales, desapareceu cerca de 20 quilômetros ao norte da ilha inglesa de Guernesey. Dois dias depois, a Polícia de Guernesey encerrou as buscas, indicando que as "possibilidades de sobrevivência neste momento são extremamente ínfimas".