Esportes

Dez anos das Olimpíadas do Rio 2016: os impactos no desenvolvimento do esporte brasileiro

Edição marcou maior participação do Brasil, com 465 atletas e 19 medalhas

Rebeca Andrade fez sua estreia em Jogos Olímpicos na Rio 2016
Rebeca Andrade fez sua estreia em Jogos Olímpicos na Rio 2016 Foto : AFP PHOTO/CP MEMÓRIA

Nesta segunda-feira completam-se dez anos dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A edição marcou a maior participação do Brasil em Olimpíadas, com 465 atletas brasileiros, resultando em 19 medalhas, sendo sete de ouro. Uma década depois, o país colhe os frutos do investimento massivo que o esporte brasileiro recebeu em preparação para o evento.

O desenvolvimento de uma infraestrutura esportiva nacional, iniciada a partir do Rio de Janeiro, beneficiou atletas de todo o país. O Parque Aquático Maria Lenk, sede do nado sincronizado, os saltos ornamentais e o polo aquático na Rio 2016, foi transformado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e se tornou o Centro de Treinamento do Time Brasil. As Arenas Cariocas seguem sob responsabilidade do Governo Federal e Prefeitura, sendo utilizadas como palco de eventos e competições esportivas, e também como base de incentivo ao esporte para as comunidades da região.

Porém, além da estrutura física, estes espaços serviram como a comprovação de que o investimento em infraestrutura esportiva traz resultados para toda a comunidade. “Investir em infraestrutura esportiva é investir na formação de atletas e no desenvolvimento social. Ao longo desta década, vimos centros de treinamento serem modernizados, novas arenas entrarem em operação e uma maior preocupação com a qualidade dos espaços destinados ao esporte”, comenta o presidente da Recoma, Sergio Schildt.

Novas estrelas em quem se inspirar

A Rio 2016 registrou também os primeiros passos de alguns ídolos brasileiros no esporte. A ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica do Brasil, estreou na categoria por equipes, ajudando a equipe brasileira a se classificar para as finais e ficar na 8ª posição, e individual geral, encerrando a participação em 11ª. Hugo Calderano fez sua estreia no tênis de Mesa e já repetiu a marca histórica de Hugo Hoyama em Atlanta 1996, chegando às oitavas de final e igualando a melhor participação brasileira na modalidade até então.

Desde então, Rebeca tornou-se a maior medalhista olímpica do Brasil, somando dois ouros, três pratas e um bronze, a medalha inédita na categoria por equipes. Calderano também superou suas marcas anteriores e se tornou o primeiro latino-americano a atingir às quartas, e em Paris 2024, conseguindo a melhor participação de um atleta das Américas até então, com um quarto lugar.

Veja Também

Crescimento do esporte olímpico brasileiro digitalmente

A evolução do esporte olímpico brasileiro pós Rio 2016 não se restringiu à performance esportiva e alcançou números relevantes digitalmente. O Time Brasil acumula quase 8 milhões de seguidores nas principais redes sociais, sendo 2,8 mi no Instagram, 2,4 mi no Facebook, 1,6 mi no TikTok, 664 mil no X e 459 mil no YouTube.

Durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024, a conta no Instagram conquistou mais de 1,6 milhões de seguidores em dez dias e se tornou o perfil olímpico nacional mais seguido do mundo, superando os Estados Unidos. O crescimento foi fruto de uma ação coordenada pelo COB junto à End to End, agência de conteúdo digital responsável pelas redes do Time Brasil no período.

"O principal legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016 talvez seja ter consolidado uma nova cultura esportiva no país. A exposição proporcionada pelos jogos ajudou a revelar atletas, ampliar o interesse do público por modalidades olímpicas e reforçar a importância de estruturas permanentes de treinamento. Os recordes alcançados pelo Brasil nos ciclos seguintes mostram que grandes eventos podem acelerar esse desenvolvimento", comenta Danielle Vilhena, diretora de operações e projetos da Agência End to End.