Esportes

Dilma pede para que "todas as Copas do Mundo" sejam investigadas

Presidente disse que atitude vai permitir uma maior profissionalização do futebol

"Acho que esta investigação vai permitir uma maior profissionalização do futebol", declarou presidente
"Acho que esta investigação vai permitir uma maior profissionalização do futebol", declarou presidente Foto : Roberto Stuckert / PR / CP
A presidente Dilma Rousseff declarou nesta quarta-feira que todas as Copas do Mundo organizadas pela Fifa precisam ser investigadas, após a detenção de sete altos dirigentes da entidade na Suíça, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

"Eu acredito que toda investigação sobre essa questão é muito importante. Se tiver que investigar, que investiguem todas as Copas, todas as atividades", afirmou a presidente do Brasil durante um encontro com jornalistas em meio a uma visita oficial no México.

"Acho que esta investigação vai permitir uma maior profissionalização do futebol. Não vejo como isso pode prejudicar o futebol brasileiro. Só vai beneficiar o Brasil", opinou.

"Considero que isso vale para todos. É preciso investigar, não vejo por que não", insistiu.

Ao ser perguntada sobre uma possível investigação no Brasil, Dilma explicou que "o problema central é que, na lei brasileira, não temos poder de fazer a mesma investigação que fazemos na área pública na área privada".

"Eu não sei a base legal que motivou a procuradoria americana dos Estados Unidos a fazer detenção", admitiu. Mais cedo, a CBF deixou claro que "apoia integralmente toda e qualquer investigação".

"A entidade aguardará, de forma responsável, sua conclusão, sem qualquer julgamento que previamente condene ou inocente", completou a entidade, além de "reafirmar seu compromisso com a verdade e a transparência".

Em Zurique, o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, que sucedeu Marin, usou um tom bem diferente de Dilma, ao afirmar que o momento é "péssimo" para a entidade.

"É lógico que isto não é bom, é péssimo. Mas antes temos que saber o que aconteceu", disse o dirigente em seu hotel, abordado por jornalistas quando seguia para o elevador.

No Rio de Janeiro, o ministro do esporte, George Hilton, disse que "o governo brasileiro vai acompanhar as investigações", "Defendemos que elas podem esclarecer definitivamente os fatos que foram apresentados e que a
verdade seja naturalmente estabelecida e que os eventuais culpados sejam punidos na forma da lei", completou.