"Quando eu finalizei o jogo, não sabia como expressar as minhas emoções", admitiu o sérvio, após derrotar o francês Jo-Wilfried Tsonga na primeira semifinal do dia. "Este é um daqueles momentos que você não consegue descrever em palavras. Você se lembra de toda sua carreira, sua infância, tudo pelo qual você trabalhou se torna realidade agora".
Feliz pela conquista do topo, o sérvio revelou que está mais preocupado com a busca pelo título do que com o ranking. "Eu trabalhei a minha vida toda por isso. Tenho sonhado em jogar uma final em Wimbledon desde que eu comecei a jogar, quando eu tinha quatro anos. Ser capaz de estar ali no domingo será provavelmente a melhor sensação de todas", disse Djokovic.
O sérvio ficará no topo do ranking mesmo que seja derrotado no domingo, na final contra o espanhol Rafael Nadal. Em uma ascensão impressionante neste ano, Djokovic iniciou a temporada como número três, mas derrubou os rivais Roger Federer e Nadal com uma sequência de 41 vitórias seguidas desde o início de ano. Em 2011, ele só perdeu para Federer na semifinal de Roland Garros.
"Eles [Federer e Nadal] foram incrivelmente consistentes em suas vitoriosas carreiras e dominaram o circuito nos últimos anos. Eles não dão nenhuma chance para você se tornar número 1. Então, acho que você precisa perder apenas um jogo em sete meses para chegar lá", comentou Djokovic, que acumulou uma série de 43 jogos sem derrota, a terceira maior na Era Profissional - o recordista é o argentino Guillermo Vilas, com 46.
Com esta incrível sequência, Djokovic acabou com um reinado de mais de sete anos de Federer e Nadal no topo do ranking. O suíço assumiu a ponta em fevereiro de 2004 e, desde 2008, vem se alternando com o espanhol na primeira colocação. Ao todo, Federer somou 285 semanas no topo e o espanhol, 102.