A contar de 2019 quando o Flamengo deu os primeiros sinais que viria a ocupar um ‘outro patamar’, apenas um outro adversário dentro do Brasil dividiu, em número de títulos, a briga com os cariocas: o Palmeiras. Agora, as duas maiores potências do país dentro e fora de campo estreiam nesta quinta-feira na Copa Libertadores da América em busca do quarto título. Ambos começam fora de casa a caminhada e chegam para os compromissos em momentos distintos da trajetória recente recheada de conquistas importantes.
Considerado o elenco mais valioso dos clubes brasileiros, o Flamengo vai a San Cristóbal, na Venezuela para encarar o Deportivo Táchira com ainda mais desfalques do que contra o Inter, sábado, no Maracanã. O favorito do Grupo C não terá Wesley e Plata além dos titulares Danilo, De Arrascaeta, Gérson e Pedro. Ciente de que não pode repetir 2023 e 2024 quando o time faturou somente o estadual, Filipe Luís não escondeu após o 1 a 1 pelo Brasileirão o foco jogo a jogo, dadas as exigências.
“Nem sei como eles jogam. Nem sei que sistema jogam, nem o nome dos jogadores. Amanhã (domingo) de manhã vou começar a estudar”, disse o treinador flamenguista projetando o encontro das 21h30min.
Mais cedo, às 19h, pelo Grupo H, no Estádio Nacional de Lima, no Peru, o Palmeiras encara o Sporting Cristal pressionado pela perda do Paulistão e o empate sob vaias dentro de casa contra o Botafogo na largada do Brasileirão.
"Estamos longe do nosso nível e ainda bem. Porque temos muito a trabalhar”, reconhece o técnico Abel Ferreira. O português que não contaria com Aníbal Moreno, Marcos Rocha, Paulinho e Maurício ganhou mais um desfalque: Raphael Veiga foi preservado da viagem com cores nas costas.
Os R$ 430 milhões investidos do Verdão para a temporada contrastam com as contratações com baixo ou sem custos no Mengão 2025. No entanto, é no acúmulo de troféus que reside as expectativas de ambas as torcidas. De 2019 para cá, cada lado soma duas Libertadores, dois Brasileiros e uma Copa do Brasil. Ou seja, não é por estarem de barriga cheia que se dão por satisfeitos. Além deles só o São Paulo pode ser tetra este ano, mas o Tricolor, como os demais brasileiros, está em outro patamar.