Uma possível ordem de equipe pode ser decisiva para a Red Bull ser a campeã. Seus dois pilotos seguem na briga pelo título, mas o australiano Mark Webber está em vantagem, com 238 pontos, sete a mais do que o alemão Sebastian Vettel. Ambos, porém, estão atrás do espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, que lidera com 246. Diante deste cenário, Alonso precisa chegar em segundo lugar no GP de Abu Dhabi para ser o campeão. Mas se o espanhol terminar na terceira colocação e a vitória for de Webber, o australiano poderá comemorar o título. Para isso, no entanto, ele pode precisar de uma "ajuda" de Vettel na prova.
"Interferir na disputa entre os pilotos nunca foi uma possibilidade para nós", avisou Mateschitz, em entrevista à revista especializada Autosport. Assim, ele reforça a estratégia da Red Bull durante toda a temporada, quando nunca aceitou fazer jogo de equipe na pista, o que, no final das contas, permitiu que Alonso virasse líder.
Apoiadores de Webber, contudo, lembram que a equipe já privilegiou Vettel em Silverstone, no GP da Inglaterra. Lá, apenas duas asas dianteiras do modelo mais novo (e teoricamente mais rápido) estavam disponíveis e o alemão quebrou a sua durante os treinos livres. Para a qualificação, a peça foi retirada do carro de Webber, substituída por uma antiga e a nova entregue a Vettel.
"Um segundo lugar nas circunstâncias corretas deverá ser melhor do que vencer com base em ordens e confirmações", disse o dono da Red Bull, que, apesar de não liberar o jogo de equipe, diz estar confiante na conquista do título no domingo, para fechar o pacote completo na temporada. A Red Bull já garantiu o Mundial de Construtores, no Brasil.