A empresa, que perdeu os direitos de transmissão da Copa América para o grupo argentino Full Play, foi banida de qualquer contrato comercial com as dez federações sul-americanas que integram a Conmebol, inclusive a brasileira (CBF).
"A partir de agora, não existe e nem existirá qualquer relação com a Traffic. O senhor Hawilla foi declarado persona no grata, de forma unânime, pelo comitê executivo e os presidentes das 10 associações", disse o porta-voz da Conmebol, Néstor Benítez, sem dar detalhes sobre o rompimento.
A Traffic considera que ainda detém os direitos da Copa América de 2015, que será realizada no Brasil, e entrou com uma ação na justiça contra a entidade sul-americana num tribunal dos Estados Unidos, baseando-se num contrato assinado em 2001.
O comitê executivo da Conmebol se reuniu neste sábado para ratificar uma resolução adotada no dia 28 de abril de 2010, na qual foi decidida a comercialização dos direitos de transmissão de forma direta. A decisão também abrange as competições sul-americanas Sub-17 e Sub-20, até 2023. A relação entre a empresa brasileira e a Conmebol começou em 1989, quando Ricardo Teixeira chegou à presidência da CBF.