Sem contar a continuação das ofensas nos vestiários, quando o jogador teria até jogado isotônico no rosto do treinador. A diretoria passou a tarde inteira e o início da noite desta sexta reunida com Dorival Júnior tentando, em vão, fazer com que ele desistisse do afastamento de Neymar. Mas o treinador se manteve irredutível, com total apoio do auxiliar Ivan Izzo.
O clima de crise no CT Rei Pelé pôde ser sentido no meio da tarde. Os jogadores entraram em campo às 15h30min e ficaram sentados durante quase uma hora atrás do gol, aguardando Dorival Júnior. Nenhum integrante da comissão técnica quis comandar o treinamento. Por volta das 17h, o técnico apareceu e ficou durante menos de meia hora. Em seguida, voltou para a parte administrativa do CT, enquanto os jogadores faziam um treino físico.
"Normal o clima não está. Isso demora dois ou três dias para passar", admitiu o capitão Edu Dracena, antes que fontes do elenco passassem a informação sobre o que estava ocorrendo internamente. Pela programação, Dorival Júnior deveria dar um treino técnico e ajustar a equipe para o jogo contra o Guarani, domingo, em Campinas.