Como sempre, os clubes tabulam tratativas em conjunto. Assim como ocorreu há dois anos, eles devem assinar contratos idênticos, principalmente se o parceiro continuar sendo o banco gaúcho. “É algo que já está sendo feito sempre assim. O próprio Banrisul nos procura sempre em conjunto. O interesse de Grêmio e Inter é pela renovaçã”, salienta o executivo de marketing do Grêmio, Beto Carvalho.
A entrada da Caixa no mercado também está promovendo uma valorização do mercado. Atualmente, Inter e Grêmio recebem R$ 15 milhões por ano do Banrisul - sendo R$ 12 milhões fixos e mais R$ 3 milhões em variáveis que a entidade financeira acaba sempre pagando na totalidade. A Caixa, por exemplo, já fechou com o Corinthians por R$ 30 milhões e com o Flamengo por R$ 25 milhões. Em Minas Gerais, o banco sinaliza com R$ 15 milhões anuais para Atlético-MG e Cruzeiro para o próximo ano.
Apesar de os dirigentes não confirmarem, a Caixa fez uma sondagem à dupla. “Estamos negociando com o Banrisul, mas de olho no mercado. Sondagens existem de várias partes, mas a intenção é ficar com o Banrisul”, afirma o vice-presidente de marketing do Inter, Adauri Régis Gonçalves da Silveira.
A mudança no patrocínio master dos dois times, no entanto, dificilmente deve acontecer. As tratativas com o banco gaúcho já estão bem adiantadas e dificilmente o acordo não será prorrogado, mantendo uma parceria que já dura mais de uma década. “Estamos negociando, já em um processo bem avançado”, destaca o executivo de marketing gremista. Os dois clubes e a entidade negociam os valores, assim como a duração do novo vínculo. “Um contrato mais curto tem alguns benefícios, enquanto um mais longo tem outros”, acrescenta Beto Carvalho.
De qualquer forma, as tratativas devem ser aceleradas nas próximas semanas. A ideia é não ficar um dia sequer sem a estampa de um patrocinador master na camiseta. “Vai estar renovado em 1 de setembro. Ou com o Banrisul ou com outra empresa”, enfatiza o vice-presidente de marketing colorado.