Grêmio e Inter fizeram as contas e decidiram: ambos vão se inscrever no Profut, novo programa do Governo Federal para renegociação das dívidas fiscais dos clubes. Segundo a opinião dos dirigentes da Dupla, os benefícios, sobretudo financeiros, são maiores do que os riscos propostos na lei, que prevê até mesmo o rebaixamento dos inadimplentes.
O Profut nasceu de uma reivindicação dos dirigentes. Porém, em troca de um refinanciamento das dívidas, o Governo exigiu medidas que obrigam os clubes a impor boa governança e transparência. Além de não poder haver atraso no pagamento do próprio financiamento, os salários devem permanecer em dia, e o déficit dos clubes deve ser reduzido a níveis mínimos. O projeto virou lei no início de agosto e impõe como limite de adesão o dia 30 de novembro.
As vantagens dos clubes são proporcionais aos riscos. O Profut prevê o financiamento das dívidas em 240 parcelas mensais, com redução de 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais. O Inter, por exemplo, paga parcelas de pouco mais de R$ 600 mil para manter em dia antigos pagamentos. Pelo Profut, o gasto mensal será reduzido para cerca de R$ 200 mil.
Além da diminuição da parcela, o Profut altera o total da dívida. No caso do Grêmio, o débito com o Governo Federal cairá dos atuais R$ 100 milhões para cerca de R$ 70 milhões. “É muito bom para quem quer fazer uma gestão de responsabilidade”, salienta o presidente gremista, Romildo Bolzan Júnior.
A Dupla aguarda para os próximos dias a normatização da lei, que clareará mais alguns pontos. “O Profut traz uma redução significativa da dívida fiscal e um parcelamento a um custo que o Inter pode absorver, mas vai impor uma organização da gestão”, observa o vice jurídico do Inter, Giovani Gazen.
Dupla Gre-Nal vai aderir ao Profut
Apesar dos riscos, que incluem rebaixamento, Inter e Grêmio vão optar pelo programa do Governo Federal