Em entrevista ao jornal inglês The Independent, o chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, ameaçou excluir o GP de Mônaco (Monte Carlo), disputado nas ruas de Montecarlo, do calendário. A tendência é a realização de mais corridas na Ásia e no Oriente Médio, mais rentáveis para os organizadores.
Segundo Ecclestone, cada etapa rende em média US$ 31,2 milhões (R$ 55,5 milhões), ou seja, não estaria rendendo nada. "Os europeus têm de dar mais dinheiro ou iremos para outros lugares", ameaçou o dirigente na entrevista publicada nesta segunda-feira. "Nós podemos viver sem Mônaco", disse Ecclestone, que acrescentou: "eles não pagam o suficiente".
O circuito de rua de Mônaco é um dos mais tradicionais da Fórmula 1 - foi incluído no calendário logo em 1950, ano de estreia da categoria. A dificuldade de ultrapassagens é uma marca da prova, que tem o brasileiro Ayrton Senna como o seu maior vencedor. O piloto, que morreu em um acidente no GP de San Marino, em 1994, venceu em Montecarlo por seis vezes (1987, com a Lotus, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993, com a McLaren).
Ecclestone ameaça tirar Mônaco do calendário da F-1
No calendário da categoria desde 1950, tradicional circuito europeu é marcado pela dificuldade de ultrapassagens