Eike atua em negócios que vão desde a geração de energia por termelétricas ao setor hoteleiro, passando por petróleo. Agora, vai atuar na promoção de eventos esportivos e de shows e no gerenciamento de carreiras de atletas e modelos, áreas em que a sócia estrangeira já tem larga experiência. Outro filão da IMX é o de construção, operação e gestão de arenas, estádios e centros de convenção.
A companhia já está de olho na possível concessão do Maracanã após a Copa do Mundo de 2014. Embora ainda não haja detalhes sobre as regras de uma provável licitação, a ideia de Eike é transformar o estádio em um polo de entretenimento. "Vamos ser um dos que vão participar", disse o executivo. "A arena do Maracanã é fantástica se você agregar outras coisas para que as famílias possam passar lá o dia", ponderou. Ainda não se sabe se a intenção do governo é apenas conceder a operação ou se será permitida a remodelação do complexo. Nesse caso, a IMX estuda implantar no local um centro comercial.
Com a transação de compra da Brasil1, cujo valor não foi revelado, Alan Adler, que comandava a empresa, agora passa a presidir a IMX. O empresário e atleta de vela foi um dos responsáveis pelo projeto do barco Brasil1, que disputou a Volvo Ocean Race, agora na carteira da joint venture de Eike.
Às vésperas da Copa e da Olimpíada de 2016, no Rio, Eike acredita que o crescente interesse dos brasileiros por esporte pode ajudar nos negócios. Ele também aponta o crescimento da classe média, disposta a gastar em entretenimento, como um fator que pode impulsionar a IMX.
Ainda na seara esportiva, a empresa está analisando a possibilidade de, além de atuar no gerenciamento da carreiras, ter participações em passes de jogadores de futebol. Outro plano da companhia é trazer para jogar no Brasil, em 2012, o tenista suíço Roger Federer, recordista de títulos de Grand Slam. "O Federer é um atleta IMG e está disposto a vir pela primeira vez ao Brasil. A IMX vai disputar essa exibição, possivelmente no fim do ano que vem", disse Adler.