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Em entrevista inédita, Pedro Scooby relembra ajuda nas enchentes do Rio Grande do Sul

Projeto “Gigantes para Gigantes” estreou nesta quinta-feira e terá um episódio novo por semana

Pedro Scooby protagoniza estreia do videocast Gigantes para Gigantes
Pedro Scooby protagoniza estreia do videocast Gigantes para Gigantes Foto : Divulgação / Gigantes de Nazaré / CP

Nesta quinta-feira, Pedro Scooby, um dos desbravadores das maiores ondas surfadas no planeta, protagonizou a estreia do projeto “Gigantes para Gigantes”. O videocast, apresentado pela jornalista Carol Barcellos, terá uma nova entrevista com nomes importantes do esporte brasileiro e mundial a cada semana. Os conteúdos da série estão sendo publicados no canal Gigantes de Nazaré.

No primeiro episódio da primeira temporada, já no ar em todas as plataformas, Pedro Scooby, de 36 anos, campeão do desafio deste ano após dropar uma onda de 18,08 metros, a maior do evento, resumiu o que significa para ele o Gigantes de Nazaré, criado em 2018. “Eu encontrei o casamento perfeito na onda gigante. Acho que a onda pequena é diversão e a onda gigante é satisfação”, revelou de início.

Protagonista fora do mar

Em um momento mais tenso da entrevista, Scooby abordou o perigo que corre ao entrar no mar para encarar e surfar as ondas gigantes de Nazaré: “Quando se está perto da morte, é quando você se sente mais vivo. É um fato. Várias vezes caí e não morri. Você se sente um nada ali diante da força da natureza, mas, ao mesmo tempo, quer fazer parte daquilo”, afirmou.

Fora do mar, ele também contou como foi difícil o que presenciou de perto ao se prontificar a ajudar as vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul, em maio do ano passado. “Reuni um pessoal e fomos para um lugar que não sabíamos o que iríamos encontrar, não imaginávamos o que passaríamos lá. Nossa ajuda foi muito importante, mas tudo com muita conscientização”, relembrou sobre o período das cheias no estado.

"Toda e qualquer ajuda era necessária. Tinha gente que perdeu tudo e já estava ajudando também. Uma calamidade pública. E foi triste saber que temos autoridades que não estão preparadas para lidar com isso. Foi mesmo o lado humano de cada um que buscou fazer a diferença”, completou.

Leve e descontraído

Por outro lado, a entrevista teve momentos de bate-papo descontraído, e Scooby abriu o coração, como é o seu padrão. Não apenas para falar sobre o amor platônico que sempre teve pela hoje atual mulher, a atriz e modelo Cíntia Dicker, mas para relembrar, por exemplo, as raízes em Curirica, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde cresceu e foi criado. Tempos em que aquele menino vivia praticamente o dia inteiro na praia com os amigos. Ele até contou para Carol uma passagem recente pelo bairro, que mostra o quanto ele sempre foi respeitado pela criação que recebeu e pela pessoa que é.

“Quando vou para Curicica, fico de boa, não preciso de segurança, de nada. Dois anos atrás, fiz meu aniversário lá, montei um palco na rua em que fui criado e botei todos os MC’s do momento para cantar. Deu mais de 10 mil pessoas e nenhuma confusão. E isso é só respeito. Vivi e cresci ali e, até para quem seguiu o caminho errado, muitos amigos meus morreram, sou um exemplo de vitória”, contou Scooby, admitindo que não teve uma figura paterna como exemplo em casa: “Como nunca tive um pai presente, sempre olhava e admirava os pais legais. E minha mãe é um anjo na minha vida”, refletiu sobre a sua trajetória familiar.

*Sob a supervisão de Carlos Corrêa.

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