Esportes

Em jogaço, Vitória bate o Atlético-PR por 5 a 3

Time paranaense chegou a estar levando 3 a 0 e buscou o empate, mas não resistiu no final

O que aconteceu na Vila Capanema pela 24ª rodada do Brasileirão é para ficar guardado na memória. Um 5 a 3 cheio de alternativas, em um confronto espetacular e que acabou favorável ao Vitória, freando o que seria uma virada espetacular do Atlético-PR.

Em suma: o Vitória abriu 3 a 0, viu o Atlético-PR empatar, mas não se entregou e conseguiu um triunfo de respeito fora de casa, evitando que o time de Vagner Mancini assumisse a segunda posição da Série A, ficando estacionado nos 41 pontos. O Leão, por sua vez, chegou aos 34 pontos, em sexto.

Na próxima rodada, o Atlético-PR terá mais uma chance de subir na tabela, pois faz um confronto direto pelo segundo lugar com o Grêmio, quarta-feira, em Porto Alegre. Já o Vitória recebe, no mesmo dia, o Goiás.

O Furacão esteve irreconhecível nos primeiros 45 minutos. O dinamismo característico sumiu e o Vitória, exercendo pressão, se aproveitou e marcou três gols na primeira metade do jogo.

A abertura do placar saiu dos pés de Renato Cajá, aproveitando corte mal feito de Pedro Botelho, aos 17 minutos. A superioridade se manteve e o Vitória conseguiu mais um gol em um casamento da eficiência com a sorte. Ayrton bateu falta e a bola desviou na barreira antes de entrar na gaveta.

Atordoado, o Atlético não conseguiu articular uma jogadinha de perigo sequer. Vagner Mancini nem esperou o intervalo para sacar o lateral Jonas e colocar o atacante Roger. Apesar de a situação ter piorado ainda mais aos 43, quando Dinei fez o terceiro, a mudança no panorama do jogo começou nessa alteração.

Na volta do segundo tempo, Mancini tirou mais um lateral: Pedro Botelho, colocando Zezinho. O time se lançou ao ataque e quase que o caldo entornou de vez logo no primeiro minuto, quando Marquinhos perdeu gol frente a frente a Weverton.

Mas o corajoso Furacão foi avassalador e assumiu as rédeas do jogo, para desespero de Ney Franco.

Foi aí que Ederson resolveu justificar o fato de ser o artilheiro do Brasileirão. Com dois gols, aos 11 e 17, ele colocou fogo no jogo. E Roger, aquele mesmo, empatou. Êxtase na Vila Capanema.

O cenário estava preparado para a virada do Furacão. Mas o Leão não se rendeu. William Henrique, que entrou no segundo tempo, aproveitou o espaço da defesa - que não tinha laterais - e fez o quarto gol, afogando a reação do Vitória. Ayrton fez mais um golaço e ainda deu o golpe de misericórdia.

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