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Em nota, soldado que matou surfista catarinense pede para não ser prejulgado

Apesar de laudo apontar tiro nas costas, PM mantém discurso de defesa a irmão

PM que matou Ricardo dos Santos emitiu nota à imprensa
PM que matou Ricardo dos Santos emitiu nota à imprensa Foto : Facebook / Reprodução / CP
O policial militar Luis Paulo Mota Brentano, preso após matar o surfista Ricardo dos Santos no último dia 20 de janeiro, se manifestou por meio de seu advogado, Leandro Gornicki Nunes. Em nota à imprensa, o soldado afirma que lamenta sincera e profundamente o ocorrido e deseja força e serenidade aos familiares e amigos dele e também do surfista.

No comunicado, Mota mantém a versão de que agiu em sua defesa e de seu irmão menor de idade e garante que as provas serão "oportunamente produzidas". Ele também afirma esperar que a apuração dos fatos não seja prejudicada pela grande comoção social.

O militar diz que, desde o primeiro momento, colaborou com a apuração dos fatos, aceitando realizar os exames e esclarecimentos necessários, além de relatar tudo aos seus superiores hierárquicos prontamente. "Aqueles que me conhecem e já trabalharam comigo sabem que eu jamais iria disparar contra uma pessoa, a não ser em defesa própria ou de terceiros. E àquelas pessoas que não me conhecem, rogo que tenham cautela e prudência ao me prejulgarem”, escreveu.

Leia a nota na íntegra

“Por meio desta, venho me manifestar publicamente a respeito da situação que envolveu Ricardo dos Santos, afirmando que lamento sinceramente e profundamente o ocorrido, desejando muita força e serenidade aos familiares e amigos dele e de minha pessoa, pois tenho certeza que estão sofrendo muito.

No entanto, registro que, de fato, agi em legitima defesa própria e de meu irmão menor, cujas provas serão oportunamente produzidas, esperando que a apuração dos fatos não seja prejudicada pela grande comoção social. Esclareço que, desde o primeiro momento, colaborei com a apuração dos fatos, dispondo-me à realização dos exames e esclarecimentos necessários, além de relatar tudo aos meus superiores hierárquicos, prontamente.

Aqueles que me conhecem e já trabalharam comigo sabem que eu jamais iria disparar contra uma pessoa, a não ser em defesa própria ou de terceiros. E àquelas pessoas que não me conhecem, rogo que tenham cautela e prudência ao me prejulgarem”.